Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Gabriel Jesus e Malcom, os símbolos da nova geração

Garotos do Palmeiras e Corinthians se enfrentam pela primeira vez

Gonçalo Junior e Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2015 | 07h00

Gabriel Jesus e Malcom têm trajetórias parecidas. Ambos nasceram em 1997, são atacantes e frequentaram juntos as seleções de base. Hoje, se enfrentarão pela primeira vez como atletas profissionais.

O confronto entre os dois garotos ocorre com mais de três meses de atraso porque quando Corinthians e Palmeiras se enfrentaram no primeiro turno ambos estavam com a seleção brasileira no Mundial Sub-20, disputado na Nova Zelândia. O palmeirense atuou como titular em seis das sete partidas, marcou dois gols e fechou o torneio como destaque. Malcom teve apenas uma chance desde o início da partida, mas entrou em outros quatro jogos. 

Tido antes como apenas uma promessa, Gabriel Jesus já virou realidade. Com 18 jogos pelo Palmeiras, marcou cinco gols, sendo quatro nas partidas contra Cruzeiro e Joinville. Confirmado como titular, ele foi o único jogador que teve a escalação definida pelo técnico Marcelo Oliveira ainda na sexta-feira. 

“Vocês não queriam saber a escalação? O Gabriel já está escalado. É importantíssimo. Só vou tirá-lo se cair de produção, estiver desgastado. Nesse momento ele cumpre taticamente bem, recompõe marcando lateral, puxa contra-ataques e tem jogada individual. Está muito bem. A tendência é que possa crescer ainda mais”, elogiou Marcelo Oliveira. 

A história de Gabriel Jesus no time profissional do Palmeiras começou no dia 7 de março deste ano, na vitória por 1 a 0 sobre o Bragantino. A ascensão foi meteórica, e o primeiro gol no time principal foi decisivo: eliminou o ASA e classificou o Palmeiras para as oitavas de final da Copa do Brasil. 

A diretoria palmeirense faz o possível para blindá-lo, mas a torcida já inventou uma música especial para o atacante. Ela foi entoada pela primeira vez na vitória sobre o Joinville e deverá ser repetida se o atacante mantiver as boas atuações. 

“É uma emoção muito grande jogar um clássico, mas o mais importante é conseguir a vitória”, disse. 

Malcom foi promovido ao profissional do Corinthians por Mano Menezes em 2014 após se destacar da Copa São Paulo de Juniores, torneio que disputou aos 16 anos. Em pouco tempo, virou titular. 

Em janeiro deste ano, como estava com a seleção sub-20 no Sul-Americano, perdeu a pré-temporada e a vaga para Emerson Sheik. Só recuperou o seu lugar no time depois que Sheik e Guerrero foram para o Flamengo.

Com Tite, o atacante passou a jogar mais próximo da área. Veloz, atua pelas beiradas do campo e já teve como companheiro de ataque Luciano e Vagner Love. Ainda sente falta de entrosamento, mas é titular absoluto.

 

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