Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Gabriel Jesus se vê em momento de afirmação na seleção brasileira

Artilheiro do Brasil nas Eliminatórias, ele passou em branco na Copa, é visto com desconfiança e quer recuperar espaço

Marcio Dolzan / Enviado Especial / Teresópolis, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2019 | 04h30

Gabriel Jesus pretende aproveitar a Copa América para se afirmar de vez na seleção brasileira. Apesar de ainda ser jovem, o atacante de 22 anos já viveu o céu e o inferno com a camisa brasileira. Foi o artilheiro da equipe nas Eliminatórias, mas na Rússia se tornou o primeiro centroavante do Brasil a não marcar nenhum gol em Copas do Mundo. Agora, ele quer mostrar que pode ser de novo um jogador decisivo.

O atacante do Manchester City está prestes a completar três anos na seleção principal. É convocado por Tite desde a primeira vez que o técnico comandou a equipe, em setembro de 2016. Na estreia de Tite, e também do atacante, Gabriel Jesus fez dois gols e sofreu o pênalti convertido por Neymar na vitória de 3 a 0 sobre o Equador. Dali em diante, viveu período de alta. Até chegar a Copa.

Antes titular absoluto, hoje Gabriel Jesus disputa posição com Firmino, que pulou na frente na briga pelo comando do ataque. Mas ele tem um trunfo: treina com a seleção desde o primeiro dia na Granja Comary, enquanto Firmino só irá se apresentar na semana que vem – disputa hoje a final da Liga dos Campeões pelo Liverpool.

Além disso, Firmino está sem atuar desde o 1.º de maio por causa de uma contusão, enquanto Gabriel Jesus vem numa condição física melhor.

Para além do tradicional discurso de o “importante é ajudar os companheiros”, o atacante tem uma meta bem definida: fazer gols. “É meio que obrigação do atacante fazer gol. Não adianta só dar assistência ou ajudar com a bola ou sem a bola”, afirma. “Eu tenho isso em mente desde quando comecei a jogar de centroavante em 2016, com o Cuca, no Palmeiras.”

EVOLUÇÃO

O atacante diz que evoluiu, “como jogador, mas principalmente como pessoa”. O insucesso na Copa do Mundo abalou Gabriel, que chegou a dizer após a derrota para a Bélgica, nas quartas de final, que lhe “tiraram um pedaço”. O sorriso farto que sempre lhe foi característico se mantém, mas é visto na Granja com menor intensidade do que era no ano passado.

A Copa América será a segunda competição que Gabriel Jesus vai disputar pela seleção dentro do País. “Eu tive a experiência da Olimpíada, e sei como foi difícil. É sempre difícil”, disse o jogador, medalhista de ouro nos Jogos do Rio, em 2016. Ele espera contar com o apoio da torcida, apesar da atual desconfiança. “Copa América é totalmente diferente, mas o clima tem de ser o mesmo. A torcida vai fazer uma festa e irá nos apoiar novamente.”

Na Copa América, Gabriel Jesus vai continuar vestindo a camisa 9. Ele demonstra estar ansioso. “Temos de jogar como a gente sempre jogou, com vontade”, diz. Assegurando que vem “com a cabeça mais tranquila” em relação à Copa da Rússia, o atacante repete o seu desejo: “Eu quero fazer gols.”

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