Toby Melville|Reuters
Toby Melville|Reuters

Gabriel Paulista: do Taboão para marcar Messi antes de chegar ao Arsenal

Beque teve sua primeira chance aos 18 anos e atuou ainda no Vitória e Villarreal

Alison Negrinho, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2017 | 07h00

Peça importante do Arsenal, contratado por 20 milhões de euros em 2015 (R$ 60 milhões na época) e convocado para a seleção nos tempos de Dunga. Aos 26 anos, Gabriel Paulista está consolidado dentro do futebol europeu. No Brasil, contudo, o zagueiro não possui grande reconhecimento.

Revelado pelo Taboão da Serra em 2009, Gabriel sofreu para conseguir se tornar jogador. A chance veio aos 18 anos, no limite de seguir ou abandonar o sonho, como conta Anderson Nóbrega, mandatário do CATS e descobridor do atleta. “Ele fez a Copa São Paulo de Juniores, nunca tinha jogado antes, ninguém tinha dado chance a ele. Se não fosse a gente, não sei se teria conseguido se profissionalizar. É um cara dedicado. Fui seu treinador na Copinha, ele sabe do seu potencial e merece o sucesso que está tendo”, diz o dirigente do Taboão, que lançou Ralf e Sidão.

Em pouco tempo, Gabriel Paulista foi para o sub-20 do Vitória. Subiu para o profissional em 2010. Foram três temporadas pelos baianos, até ser vendido ao Villarreal, da Espanha.

“O CATS foi meu primeiro time. Levo essa história comigo. No Vitória eu despontei. Aprendi muito com todos. Foi de lá que consegui chegar ao futebol europeu e depois realizar o sonho de disputar o Campeonato Inglês”, diz o beque ao Estado.

Antes de atuar na Inglaterra, o brasileiro jogou na Espanha. Pelo Villarreal ele fez 50 jogos. E teve a oportunidade de estar diante dos melhores do mundo. “Quando você enfrenta o Barcelona, por exemplo, tem Messi, Neymar, Suárez... No Real, Cristiano Ronaldo. Infelizmente não consigo citar apenas um que tenha me dado trabalho.”

Chegar ao Arsenal foi o ápice para o zagueiro que por pouco não desistiu do futebol. Em janeiro de 2015 veio a confirmação do acordo milionário que o levaria para o Arsenal. Por lá, conviveu (e convive) com uma realidade que ainda não tinha enfrentado.

Além da chance de disputar um dos campeonatos de maior dificuldade no mundo, Gabriel pôde jogar a Liga dos Campeões. O nível de cobrança também aumentou. “Essa transferência mudou minha vida. Foi um pouco brusco, mas satisfatório, isso porque o ambiente era outro, a pressão também. É um clube de enorme expressão e que sempre está em busca de títulos”, comentou.

Em 2015, Dunga o chamou para amistosos contra França e Chile, suas únicas vezes.

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