Gabriel vai atuar como volante no São Paulo

Gabriel pode ser a solução, ou pelo menos a tentativa, para o meio-de-campo do São Paulo conseguir um melhor toque de bola. O técnico Cuca, que o pôs para jogar no amistoso de segunda-feira contra o Avaí, gostou da atuação do jogador e admite escalá-lo como titular na estréia do São Paulo no Campeonato Brasileiro, dia 22, contra o Atlético-PR, no Morumbi. "Temos a intenção de fazer um jogo-treino no sábado e o Gabriel vai atuar novamente como volante. Se agradar, deve jogar na estréia do Brasileiro", prevê Cuca.Gabriel jogaria ao lado de Fábio Simplício, pois Alexandre ainda se recupera de uma luxação no ombro. Adriano, depois da péssima partida contra o Alianza Lima pela Libertadores, perde espaço. Com Gabriel, Cuca espera que a bola chegue com mais qualidade ao ataque. "Ele tem um bom passe, sabe tabelar e finaliza bem. Não pode ficar preso na lateral", define o técnico do São Paulo.Lateral-direito de origem, o jogador diz estar pronto para jogar no meio-de-campo. "Foi nessa posição que eu comecei e a minha adaptação foi bem rápida. Joguei bem contra o Avaí e tenho possibilidades de colaborar com o São Paulo também nesse setor."Gabriel entrou no segundo tempo contra o equipe catarinense, no lugar de Adriano, e fez o sexto gol do São Paulo. "O jogador deles vinha conduzindo a bola do lado direito deles para o nosso lado direito. Eu fui acompanhando e consegui roubar a bola. Toquei para o Danilo e recebi na frente. Me livrei dos zagueiros e marquei na saída do goleiro."A satisfação de estar descrevendo um gol e não de falar sobre como foi ruim estar "exilado" com os juniores em Barueri, no ano passado, é evidente. E ele fala também de um segundo gol, anulado. "Esse foi mais bonito ainda. Quando o goleiro saiu, toquei por cobertura e fiz um golaço, mas o juiz marcou impedimento."Futuro - Gabriel acredita que pode ter um grande futuro como volante. "Há muitos exemplos de gente que se deu bem com essa troca, como o Felipe, do Flamengo, e o Zé Roberto, do Bayern de Munique. Deu tão certo que eles estão na Seleção. Eu acho que pode dar certo comigo também", confia o jogador, que se define como lateral. "Continuo sendo lateral, mas estou provando que tenho capacidade para jogar no meio também. Se eu fizer duas funções, é bom para mim e para o clube também."A chance de Gabriel chegou depois de fracassarem as tentativas de contratação de Tcheco, do Al-Itthad, Fabinho, do Corinthians, e Marcelo "Pato" Sosa, do Danúbio e da seleção uruguaia.Sosa era o preferido do diretor de futebol Juvenal Juvêncio, mas o Spartak de Moscou pagou US$ 3 milhões por ele. "O contrato é de quatro anos com o clube russo e se o São Paulo quiser, terá de pagar esse valor", explica ao JT o procurador do jogador, Edgard Parnas, de Montevidéu.Outras duas opções poderiam facilitar a transferência, mas Parnas não acredita que se concretizem. "O clube pode desistir do jogador em julho, mas isso não vai acontecer porque ele está jogando muito bem. Além disso, Sosa estava aborrecido porque sua mulher, Alejandra, estava doente, mas tudo foi superado e ele continuará na Rússia."Edgar Parnas diz que o salário de Sosa é outro fator que dificulta a sua transferência para uma equipe da América do Sul. "Ele ganha US$ 50 mil por mês no Spartak e esse é um salário que ninguém aceita pagar fora da Europa."No São Paulo, só Rogério Ceni e Luís Fabiano ganham mais de US$ 50 mil (cerca de R$ 140 mil) ao mês.

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