Gadafi amplia poder na Juventus

A Juventus de Turim - que em campo atravessa ótima fase, mas fora dele amarga seguidos prejuízos financeiros - está muito próxima de voltar a apresentar lucro, graças a um maciço investimento do presidente da Líbia, Muammar el Gadafi. A partir de 1º de julho deste ano entra em vigor o acordo entre o clube e a empresa petrolífera Tamoil - de propriedade da família Gadafi - pelo qual a empresa passará a ser a única patrocinadora a estampar seu nome na camisa do time.A Tamoil, que já possui 7,5% do clube de Turim, pagará U$ 31 milhões para ter a exclusividade do espaço, hoje compartilhado com a cadeia de tevê por satélite Sky, de propriedade do magnata Rupert Murdoch. A Sky desembolsa U$ 17 milhões para anunciar na camisa da ?Velha Senhora?.Até agora, a empresa de Gadafi só aparecia na camisa da Juve em jogos da Liga dos Campeões e da Copa da Itália.Fechado no dia 25 de março, o acordo terá duração de cinco anos e prevê investimento total de U$ 142 milhões. O contrato poderá ser prorrogado por mais cinco anos e, neste caso, o clube receberia outros U$ 168 milhões. O clube - que neste primeiro semestre deverá ter prejuízo de U$ 13 milhões - vai bem em campo. Lidera o Campeonato Italiano ao lado do Milan e está classificado para as quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa.Com o acordo, o clube, que já liderava o ranking dos clubes que mais recebem de seus patrocinadores, atinge um patamar que dificilmente será igualado por outros gigantes do futebol mundial, como Real Madrid, Manchester United e Bayern de Munique. O único problema que se pode prever para o futuro da parceria refere-se a questões institucionais, já que a publicidade do ditador líbio não é bem vista em várias partes do globo. Ainda este ano, a Juve teve problemas em Tel Aviv, no jogo contra Macabi. Os jogadores tiveram de usar um uniforme sem a logomarca da Tamoil para evitar incidentes.FILHO - A relação do presidente líbio e sua família com o futebol italiano é antiga e nem sempre foi marcada pelo sucesso. A história do filho de Gadafi, Al Saadi, no ?calcio?, por exemplo, foi um desastre. Contratado pelo Peruggia em junho de 2003 ele entrou para a história por ser, provavelmente, o único jogador profissional que, sem haver jogado nenhuma partida oficial, foi flagrado no exame de doping por consumo do esteróide anabolizante nandrolona. Suspenso pela federação, ele nunca mais voltar a jogar.

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