Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Galiotte une forças no Palmeiras e luta contra 'sombra’ de Nobre

Futuro presidente do Palmeiras conta com apoio até da oposição, mas terá que mostrar personalidade

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2016 | 07h00

Maurício Galiotte será eleito presidente do Palmeiras no dia 26 de novembro e levará contigo muito mais do que o poder que hoje está nas mãos de Paulo Nobre. O atual vice-presidente conseguiu o feito que parecia impossível até pouco tempo: fez com que uma eleição no clube fosse realizada com candidato único e mesmo sendo aliado do atual mandatário, conta com prestígio e credibilidade até dos oposicionistas.

A dúvida, entretanto, dos que não contrários a gestão de Paulo Nobre é se Galiotte conseguirá governar com liberdade e manterá a postura que fez ter um clima harmonioso no clube. O futuro presidente do Palmeiras tem como principal virtude a postura flexível e conciliadora, que faz ter bom relacionamento até mesmo com concorrentes e adversários diretos de Nobre. Como por exemplo, o ex-dirigente Wlademir Pescarmona e os representantes da WTorre, construtora do Allianz Parque.

O Estado ouviu pessoas ligadas a oposição e a construtora e todos adotam a mesma linha. Falam que Galiotte se mostra mais equilibrado e melhor negociador do que o atual presidente e torcem para que a postura não mude após ele assumir o comando.

“Nas poucas coisas que conseguimos nos entender sem precisar brigar com o Palmeiras, foi graças a conversas com ele”, disse um representante da WTorre. Já Pescarmona espera que Galiotte não se deixe levar pela provável aproximação de Paulo Nobre em seu governo. “A gente torce para que ele governe com sua cabeça e não aceite tudo que o Nobre fale. Quando ele sentar na mesa e estiver com a caneta na mão é que a gente vai ver como ele agirá”, destacou.

A oposição ainda explica que não concorda com a atual forma de governo, por considerá-la autoritária e por falhar em determinados pontos, como por exemplo, na relação com torcedores que não são sócios do programa de sócio-torcedor Avanti. 

Outro ponto em que a eleição de Galiotte pode ajudar muito o Palmeiras é no relacionamento com a Crefisa e a FAM, empresas patrocinadoras. Ele é quem mais conversa com os representantes da empresa e que já tiveram divergências com a atual diretoria. Com contrato até dezembro, a tendência é que o acordo seja renovado.

Embora seja candidato único, Galiotte vai passar por votação no dia 26 de novembro e assumirá o cargo oficialmente no dia 15 de dezembro. Porém, por fazer parte da chapa atual, ele já tem um processo de transição bastante adiantado. 

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