Sergio Perez/Reuters
Sergio Perez/Reuters

Gallardo celebra 'título mais importante da história' do River Plate: 'Glória eterna'

Delegação da equipe argentina embarcou para Abu Dabi, onde disputa o Mundial de Clubes

Estadão Conteúdo

11 de dezembro de 2018 | 14h14

Suspenso da grande decisão da Libertadores, o técnico Marcelo Gallardo quebrou o silêncio e finalmente comentou a histórica conquista do River Plate sobre o Boca Juniors, no último domingo. Para o treinador, o triunfo por 3 a 1 sobre o arquirrival na prorrogação, em Madri, garantiu o título mais importante já conquistado pelo clube.

"É o título mais importante da história do River, vai demorar muito para ser repetido. Não há antecedente algum, é uma das vitórias mais importantes de toda a história, e o torcedor deixou isto claro de uma maneira especial. Depois disto, temos que seguir e lutar por mais, mas é verdade que o que vivemos será lembrado para sempre", declarou o treinador.

Esta foi a primeira vez que River e Boca se enfrentaram na final do principal torneio da América do Sul, e o time de Gallardo superou as adversidades e as polêmicas extracampo para garantir seu quarto troféu da Libertadores. Se classificou este como o troféu mais importante, o treinador considerou que o nome de todos envolvidos na conquista estarão para sempre na história do clube.

"É um momento de felicidade que estamos sentindo, de saber que alcançamos um feito que nos levará para a glória eterna. É uma mescla de sensações muito lindas. Sobram palavras para descrever o momento de felicidade que todos os torcedores estão sentindo. É uma espécie de devolução pelo que sofreram nas últimas semanas. À distância, conseguimos presentear esta alegria", apontou.

O River sediaria a segunda partida da decisão em seu estádio, o Monumental de Núñez, após o empate por 2 a 2 em La Bombonera. Mas o apedrejamento do ônibus do Boca por parte da torcida resultou em um imbróglio que terminou com a decisão da Conmebol de levar a final para Madri. Gallardo evitou se aprofundar no assunto, mas deixou claro sua revolta com tudo que aconteceu.

"Pelo que vivemos esta semanas, passaram muitas coisas, que nem vale relembrar", avaliou. "Tratamos de focar na partida, de conviver com a raiva e a injustiça, que nos tiraram a energia. Estivemos à altura e pudemos conquistar uma Libertadores que ficará na memória."

Agora, o desafio do River é o Mundial de Clubes. A delegação argentina embarcou para Abu Dabi nesta terça-feira, após um breve treino no hotel em que estava hospedada em Madri. A estreia na competição está marcada para terça que vem, contra o Espérance, da Tunísia, ou o vencedor do confronto entre o anfitrião Al Ain e o neozelandês Team Wellington.

"O principal objetivo era a Libertadores, que leva ao Mundial. Depois de ganhar a final contra o Boca, dizemos: 'E agora?'. Bom, vem isto, vamos nos preparar e tratar de jogar a final", apontou Gallardo. "Vai ser difícil focar, porque vivemos algo extraordinário, que não será repetido. Então, é um 'bônus' que vamos ter e ver se podemos focar, preparar da melhor maneira, mesmo sem muito tempo."

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