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Gallo diz que seleção precisa ter jovens por mais tempo

O coordenador já tem feito trabalho nesse sentido, de puxar mais os garotos para a seleção. E destaca a importância de discutir o futebol

Estadão Conteúdo

07 de agosto de 2014 | 14h52

Coordenador das seleções de base do Brasil e técnico do time olímpico que vai aos Jogos do Rio, Alexandre Gallo defende que os jovens jogadores do País fiquem mais tempo à serviço da seleção nas categorias inferiores. Em entrevista ao site da Fifa, ele indicou que o caminho é aumentar o número de convocações feitas ano a ano. E já tem feito isso.

"Partimos de 13 ou 14 convocações e pulamos para uma média de 24 por ano, das quais cerca de dez são dedicadas ao Sub-15. Na seleção Sub-15 que montamos, tínhamos 14 atletas que nunca tinham participado de um torneio internacional. Enquanto o Chile, para se ter uma ideia, fica com seus garotos reunidos de segunda a quarta-feira na seleção, e o restante da semana nos seus clubes. Eles ficam juntos na seleção já por 120 dias em um ano. E nós fomos com 27. Mas dá para trabalhar isso com o maior número de convocações", argumentou Gallo.

O treinador lembrou que muitas vezes a seleção de base não pode contar com os jogadores por falta de liberação dos clubes. "A dificuldade que temos na liberação é na Sub-20, mesmo, com atletas que já são profissionais. Temos visitado os clubes e conversado, para preparar nosso calendário.. Em alguns casos, precisamos entender, claro, pois já são figuras importantes."

Neste momento, por exemplo, a seleção Sub-20 se prepara para disputar uma competição de base em Valência, na Espanha. Entre os convocados estão Gabriel, titular do ataque do Santos, e Matheus Biteco, que joga regularmente pelo Grêmio. O São Paulo perdeu o zagueiro Lucão e o meia Boschilia, enquanto o Inter está sem João Afonso. "Estamos formando nosso grupo Sub-20 há 18 meses, por exemplo. E nesse trabalho temos a questão tática, a física, mas também o lado psicológico dos jogadores. Nesse sentido, vamos conversando com os clubes; com os treinadores com quem esses jogadores estão trabalhando. Temos de seguir com esse acompanhamento."

A BASE É O CAMINHO

Gallo também não se refutou a comentar dos aprendizados do Brasil após a Copa do Mundo, e ressalta a importância de essa discussão para melhorar o futebol continuar. "Falar do futebol brasileiro é positivo. A base sempre foi a sustentação do futebol. Estamos conscientes de tudo o que vem sendo feito da nossa parte nas seleções. O ciclo olímpico passa pela questão de base, que é o que estamos fazendo. Não vejo como uma situação de mais pressão. É importante que todo mundo tenha um pouquinho mais de atenção com o que está acontecendo na base brasileira."

Para ele, o futebol brasileiro tem de tirar lições de tudo o que aconteceu na Copa. "Vamos aprendendo com as coisas que já vivemos. A Copa nos ensina muito, serve para tirar uma lição positiva dessa situação para chegarmos mais preparados na Olimpíada. Estamos formando nosso grupo Sub-20 há 18 meses, por exemplo. E nesse trabalho, temos a questão tática, física, mas também o lado psicológico dos jogadores. Nesse sentido, vamos conversando com os clubes, com os treinadores com quem esses jogadores estão trabalhando."

O coordenador técnicos das categorias de base do Brasil, no entanto, não compactua com o argumento de que o Brasil empobreceu no futebol. Para ele, os rivais é que deram um passo adiante, ou até mais. "O jogador brasileiro é o mesmo. O que aconteceu foi uma evolução dos nossos adversários. Antes estávamos três, quatro passos à frente deles. Hoje, ainda acho que nossa capacidade técnica é a melhor do mundo, e isso se manifesta no número de atletas que saem do País. Mas o trabalho dos adversários e a própria evolução do futebol, sem dúvida, interferem para nós."

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