Gallo enfrenta o "mestre" Candinho

O técnico Gallo, da Portuguesa, chama Candinho, do Palmeiras, de ´mestre´. "Ele foi meu técnico. Aprendi muito com ele sobre como dirigir um time de futebol. Fui um aprendiz e um admirador", garante. Mesmo assim, Gallo não vai facilitar para o mestre. Nem pode. Seu time está em penúltimo lugar no Campeonato Paulista, com apenas sete pontos. "Precisamos do resultado. Não tem como fugir dessa realidade. Cada jogo nosso tem de ser encarado como uma decisão", alertou o treinador que deve colocar uma formação ofensiva na partida deste domingo: um 4-4-2, com dois meias e dois atacantes bem abertos.Gallo estuda outra opção mais cautelosa, com três zagueiros. Nesse caso, entra Bruno no lugar de Rodriguinho. O ataque também está indefinido. As opções são o ponta Fabrício ou o atacante Wilton Goiano.Se preferir Fabrício, Goiano joga no meio e sai Rodriguinho. Wilton Goiano está acostumado com essa situação: "Com o técnico Zé Teodoro, joguei até de lateral. Com o Gallo, já entrei no meio e na frente. Como eu me adapto bem nas posições, os técnicos mudam a minha função no campo", contou.Para Nenén, ex-Palmeiras e Cruzeiro, o time da Portuguesa vem jogando bem. "Só falta a bola entrar. Tomare que essa situação mude a partir do clássico", disse o lateral que ganhou liberdade do técnico Gallo para apoiar o ataque. "Sempre tive essa característica. Também continuo treinando a cobrança de faltas. O problema é que nosso time não cava faltas perto da área. Mas se tiver oportunidade, vou tentar marcar", prometeu.A marcação no meio-campo ficará por conta de Alexandre e Raí, que fará o primeiro clássico da sua carreira. "Temos de marcar em cima. Não dar espaço para o time do Palmeiras criar", receitou Raí, de 20 anos, das categorias de base. Pelos cálculos da Portuguesa, o time precisa de pelo menos cinco vitórias nos oito jogos restantes para escapar do rebaixamento.

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