Gallo mantém mistério no Santos

Neste domingo, Gallo vai viver uma emoção diferente, encarando seu primeiro clássico do banco de reservas. Por ironia, comandará o Santos e terá como missão evitar a conquista do Campeonato Paulista da equipe que lhe deu o primeiro título Estadual da carreira, o São Paulo. Coisas do futebol. E para o jogo, um dilema: colocar os titulares em campo e ganhar prestígio como treinador com uma vitória em clássico, ou mostrar coerência e manter a proposta de dar prioridade à Taça Libertadores, escalando o time misto que não passou do empate contra o União São João? A resposta só será dada em campo neste domingo pois o treinador começa a definir como marca registrada o mistério na escalação. Medo de hostilidade por parte da torcida santista pela decisão que tomou para o jogo de quinta-feira ele garante que não tem. Acha que eles entenderão sua decisão de colocar o time misto para jogar contra o União. "Estava tudo dando certo até os 47 minutos do segundo tempo. São coisas do futebol", justificou. Sobre a escalação, diz que a situação física dos jogadores será fundamental na sua decisão.Clássicos e situações difíceis não são novidade na vida de Alexandre Tadeu Gallo. O atual técnico do Santos foi protagonista de dois dos momentos dramáticos do futebol brasileiro. No clube da Vila Belmiro, participou da polêmica decisão do Campeonato Brasileiro que ficou para o Botafogo em 1995 e jogava como volante quando a Portuguesa foi vice-campeã do Campeonato Brasileiro, em 1996, vencido pelo Grêmio.Gallo também teve seus momentos de alegria como em 1998, quando ganhou seu primeiro título como jogador, justamente pelo São Paulo, que derrotou o Corinthians na final do Campeonato Paulista. Depois, compensou a equipe do Parque São Jorge com outro Estadual em 2001, contra o Botafogo-SP.

Agencia Estado,

02 de abril de 2005 | 13h35

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