Gallo procura substituto para Robinho

A saída imediata de Robinho para o Real Madrid ainda não está definida e o torcedor santista já sabe que nada será como antes. Afinal, o talentoso jogador é o principal símbolo do Santos nessa nova fase vitoriosa, em que conquistou dois brasileiros em três anos, um vice e ainda chegou perto de conquistar a Libertadores, em 2003. Se as negociações deixam a torcida agoniada, o técnico Gallo também se preocupa em montar a equipe sem o craque, preocupado com uma eventual transferência. O Santos continua tentando contratar reforços de peso e Gallo não revela as posições. Isso faz parte do plano de lançar novos atletas, na esperança de conseguir algumas revelações como foi feito com Robinho e Diego no passado. Há também os jogadores recém-contratados e que não tiveram muita chance no time principal, o que deverá acontecer se Robinho e Deivid deixarem mesmo o time. Mas não há atualmente no elenco um jogador que possa ocupar a vaga de Robinho, mesmo porque é muito difícil aparecer um atleta com tanto talento. No coração do torcedor, há apenas um jogador que pode proporcionar momentos de alegria com lances geniais. É Giovanni, que já havia conquistado os santistas em 95, quando o time foi vice-campeão, mas suas características são muito diferentes das mostradas pelo maior ídolo do clube desde Pelé. Robinho é irreverente no drible, alegre na vida e agrada até os torcedores de times rivais. Giovanni é frio, calculista e, em comum, têm jogadas de grande qualidade e inteligência. O jogador admite isso e, com a experiência que ganhou nos últimos anos, fez seu primeiro gol nesse retorno ao Santos contra o São Caetano, no domingo. Ele teve calma para concluir a jogada e comenta que essa é uma característica sua. "Sempre foi minha característica, mas isso a gente ganha nos treinamentos, na prática do futebol, e faz com que, quando está de frente para o gol, tenha a calma necessária". Giovanni se readaptou rapidamente ao futebol brasileiro e se considera o mesmo jogador que deixou a Vila Belmiro nove anos atrás. "Sou o mesmo. O que mudou foi a idade, o que traz a experiência. Quando se é novo, quer estar em todo lugar em que a bola está e, quando fica mais experiente, se dosa mais em campo. E isso facilita muito". Nem passa pela cabeça de Giovanni substituir Robinho e tudo o que ele quer é jogar ao lado do companheiro, o que ainda não aconteceu. Se os planos do técnico Gallo derem certo, esse primeiro encontro ocorrerá no jogo de domingo contra o Juventude, na Vila Belmiro. "É um sonho jogar ao lado dele e, com a técnica que o Robinho tem, vai ser tudo muito mais fácil". Giovanni jogou nove anos no exterior, na Espanha e na Grécia, e teve problemas nos times que atuou, optando em determinados momentos a mudar de equipe. Com base nessa experiência, ele não acredita que haja condições de Robinho permanecer na Vila Belmiro contra sua vontade. "Quando o atleta não quer ficar no clube, tem de ser liberado. Essa é a melhor maneira de resolver a questão".

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