Gana e EUA jogam para enfrentar o Brasil na segunda fase

O adversário do Brasil nas oitavas-de-final tem grandes chances de sair do duelo desta quinta-feira, entre Gana e Estados Unidos, às 11h (de Brasília), em Nuremberg. Os técnicos das duas seleções estão empolgados com essa possibilidade. Mas não assustados. ?Posso dizer que não tememos nenhuma seleção do mundo?, diz o técnico de Gana, o sérvio Ratomir Dujkovic. ?É sempre uma honra enfrentar os atuais campeões do mundo. Seria muito interessante?, emenda seu colega norte-americano, Bruce Arena. Gana parece mais forte - no treino, os jogadores esbanjam qualidade técnica, com dribles e ?embaixadinhas? durante um rachão. Andam com moral, depois de terem vencido a República Checa, segunda do ranking Fifa, por 2 a 0. Até o técnico Parreira já disse que os ganeses seriam os adversários mais difíceis na próxima fase. ?Por que eu acho que ele disse isso? Porque somos um time forte, rápido e habilidoso?, diz Dujkovic, confiante. Brasil e Gana só se enfrentaram uma vez e foi um massacre brasileiro: 8 a 2 num amistoso em São José do Rio Preto, em 1996. O time norte-americano é mais ?familiar? e freguês de longa data: só nos últimos dez anos foram seis jogos, com uma vitória dos Estados Unidos (em 1998) e cinco do Brasil. No treino de quarta, eles deram ênfase à parte física. ?É um jogo que podemos vencer no segundo tempo?, prevê Bruce Arena. Com três pontos ganhos, Gana pode se classificar até mesmo com o empate, desde que a Itália, que tem quatro, vença a República Checa, que também tem três. Já os Estados Unidos, com um ponto e saldo negativo de três gols, precisam vencer Gana e torcer para a Itália vencer - ou perder de goleada. ?São muitas possibilidades. Este sim pode ser chamado de ?Grupo da Morte?. É o único em que ninguém está garantido e que um gol pode fazer muita diferença?, diz o meia Claudio Reyna, dos Estados Unidos, que emenda: ?De qualquer forma, precisamos ganhar e é isso que pretendemos fazer.? As duas seleções têm dois desfalques cada para o jogo, todos por motivo de suspensão. No lado de Gana, não jogam o atacante Asamoah Gyan e o meia Muntari. Nos Estados Unidos, não jogam o zagueiro Eddie Pope e o volante Mastroeni. Os técnicos não revelaram os substitutos - o mistério na escalação é normal num jogo como este. Gana é a principal esperança africana de classificação - a Tunísia, que enfrenta amanhã a Ucrânia, também tem chances, mas Togo, Angola e Costa do Marfim já estão eliminados. Desde 1986 pelo menos uma seleção africana figura entre as 16 melhores do mundo. ?Estamos prontos para morrer por nossa nação. Uma vitória fará com que todo nosso país saia às ruas para celebrar e tenho certeza que toda a África estará conosco?, diz o capitão de Gana, Stephen Appiah, que já jogou na Juventus de Turim e atualmente defende o Fenerbahçe, da Turquia. Bruce Arena sabe que Gana conta com a simpatia e o apoio da maior parte da torcida. ?Mas, pra gente, não importa quantos torcedores eles têm. Futebol se decide em campo.? Ficha técnicaGana x Estados Unidos Gana: Richard Kingston; John Pantsil, John Mensah, Habib Mohammed e Illiasu Shilla; Otto Addo, Derek Boateng, Stephen Appiah e Mickael Essien; Razak Pimpong e Matthew Amoah. Técnico: Ratomir Dujkovic.Estados Unidos: Kasey Keller; Steve Cherundolo, Jimmy Conrad, Oguchi Onyewu e Carlos Bocanegra; Clint Dempsey, DaMarcus Beasley, Claudio Reyna e Bobby Convey; Landon Donovan e Brian McBride. Técnico: Bruce Arena.Árbitro: Markus Merk (Alemanha)Local: Frankenstadion, em NurembergHorário: 11 horas (de Brasília)

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