Gana faz 6 a 1 no Egito e fica muito perto da Copa

Seleção ganesa está perto de participar de sua terceira Copa seguida

AE, Agência Estado

15 de outubro de 2013 | 15h01

KUMASI - Gana está muito perto de jogar a sua terceira Copa do Mundo seguida. Nesta terça-feira o time ganês ignorou o previsto equilíbrio no confronto decisivo contra o Egito, goleou por 6 a 1 em Kumasi, diante da sua torcida, e deu enorme passo para estar no Brasil no ano que vem. Gana só não ficará com a vaga se levar uma goleada histórica, por seis ou mais gols de diferença, na partida de volta, marcada para 19 de novembro. O jogo está agendado para acontecer no Cairo, mas os ganeses já pediram à Fifa para que o confronto seja em campo neutro, sob a alegação de que é perigoso demais realizar uma partida na capital do Egito.

Pelo menos 51 pessoas foram mortas em confrontos no Cairo no início do mês, em atos ligado à destituição do presidente eleito Mohammed Mursi. Diante da grande possibilidade de o Egito ficar fora da Copa, a chance de atos violentos acontecerem crescem potencialmente. Nesta terça, o centroavante Asamoah Gyan deixou duas vezes a marca dele na goleada. Wael Gomaa, contra, Waris, Atsu e Muntari, de pênalti, completaram o placar. Mohamed Abo Trika marcou o único gol dos egípcios, quando o placar apontava 2 a 0. Sete vezes campeão africano, sendo três vezes nas últimas cinco edições (2006, 2008 e 2010), o Egito não joga uma Copa do Mundo desde 1990.

A equipe só participou de dois Mundiais até hoje, o primeiro deles em 1934. Nas duas vezes jogou na Itália. Vivendo de altos e baixos, o time egípcio, comandado pelo norte-americano Bob Bradley, sequer conseguiu a classificação para as duas últimas edições da Copa Africana de Nações (2012 e 2013). Na fase de grupos das Eliminatórias, porém, teve seis vitórias em seis jogos, avançando com a melhor campanha. Já Gana, quatro vezes campeã africana (1963, 1965, 1978 e 1982), foi semifinalistas das últimas quatro edições do torneio. No Brasil, disputará sua terceira Copa do Mundo. Na Alemanha terminou em 13.º (eliminada pelo Brasil) e na África do Sul acabou em sétimo.

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