Gana vai enfrentar o Brasil sem pressão e feliz pela vaga

Os jogadores e membros da comissão técnica de Gana disseram, nesta sexta-feira, que não sentem pressão para a disputa da partida de oitavas-de-final contra o Brasil, na próxima terça, em Dortmund. E afirmaram que estão felizes por terem colocado o nome de seu país no mapa esportivo mundial."Jogar contra o Brasil em uma Copa do Mundo é um sonho que se realiza", disse o meia Derek Boateng. "Não podíamos querer mais nada do que isso. Estamos contentes por poder mostrar ao mundo onde fica Gana". Mas o atleta de 23 anos reconheceu que sua equipe não tem ilusões sobre a dificuldade que será tentar superar a seleção brasileira. "Não estamos dizendo que vamos vencê-los. Vamos apenas dar o máximo de nós mesmos, porque será um jogo muito importante para nós e para a África".Gana é a quinta seleção africana que conseguiu passar da primeira fase na história das Copas, privilégio que comparte somente com Marrocos, Camarões, Nigéria e Senegal. E o mais impressionante é ter conseguido o feito em sua primeira participação em Mundiais, em uma chave que acabou sendo a mais equilibrada da competição."Estou muito orgulhoso porque esta conquista é uma glória para todos nós", disse o treinador da equipe, o sérvio Ratomir Dujkovic. "Esta é minha primeira Copa, mas vim com uma equipe excelente. Agora, estamos representando a África e todos estão contentes com isso; mas ficamos chateados por termos de enfrentar o Brasil. Mas nós somos as "Estrelas Negras" e somos muito fortes. E estou convencido de que somos o Brasil da África".Apesar da euforia pela classificação da equipe às oitavas-de-final, com a vitória por 2 a 1 sobre os Estados Unidos, houve uma nota de decepção na delegação pela suspensão do meia Essien, por acúmulo de cartões amarelos. Seu desempenho, aliado ao do companheiro e capitão Stephen Appiah, foi crucial para o sucesso da equipe de Gana na primeira fase desta Copa.Tenho de esquecer minha suspensão", declarou Essien. "Vou ficar de fora do jogo contra o Brasil, e não há nada que se possa fazer. Estou feliz pelo país, mas fiquei muito triste com o segundo cartão amarelo".

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