Andre Penner/AP
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Ganso condena o trabalho da arbitragem no clássico: 'Foi roubo'

Meia perde a paciência após o segundo gol do Corinthians e diz que é preciso trazer juízes estrangeiros para apitar certos jogos no Brasil

O Estado de S. Paulo

19 de fevereiro de 2015 | 00h27

O meia Paulo Henrique Ganso saiu de campo transtornado com a atuação do árbitro Ricardo Marques Ribeiro. De acordo com o são-paulino, ele não marcou uma falta de Emerson em Bruno no segundo gol do Corinthians. "Não foi erro, foi roubo. O juiz tinha de sair de camburão. Foi palhaçada", afirmou o camisa 10 do São Paulo.

"Não tem nem o que falar. Por isso, eu cansei de pedir para a diretoria trazer um árbitro estrangeiro. Com certeza, ele ia puxar para o Corinthians", completou o são-paulino, que chegou a fazer uma comparação com as décadas anteriores do futebol brasileiro. "Se o Serginho Chulapa estivesse no São Paulo, ele iria pegar o juiz no vestiário. No fim de semana, ele vai voltar a apitar. Ele quis compensar depois", continuou Ganso, que recebeu cartão amarelo pelas reclamações após o segundo gol.

Além de criticar o árbitro, Ganso também reconheceu que o São Paulo falhou na partida, principalmente no primeiro gol. "A gente não marcou o Elias no primeiro gol. Eles fizeram 1 a 0 e ficou mais difícil. O segundo gol não tem nem o que falar", esbravejou o meia.

O atacante Luis Fabiano também reclamou da atuação do árbitro e fez coro com Ganso em relação à necessidade de arbitragem estrangeira. "Tinha dito que precisa de um juiz de fora. Juiz que aguenta pressão e não sofre pressão. Mas tem muita coisa pela frente e nós não vamos baixar a cabeça", disse o atacante, que também levou cartão amarelo, mas teve atuação apagada.

Os outros atletas reconheceram que a partida não foi boa. "Tivemos alguns problemas no início do jogo. Eles conseguiram abrir o placar. Equilibramos a partida, mas não conseguimos aproveitar as chances", disse o volante Denilson.

Na sequência da Libertadores, o São Paulo vai fazer duas partidas em casa. A primeira será contra o San Lorenzo, atual campeão da Libertadores, dia 25. Em seguida, recebe o Danubio, campeão uruguaio e, teoricamente, o time mais fraco da chave.

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