Ganso e Neymar levam o Santos ao título do Estadual de 2011

Edição contou com os 4 grandes de São Paulo nas fases decisivas

O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2015 | 12h12

A melhor campanha na primeira fase do Paulistão credencia Corinthians e Santos como favoritos nesta reta final da competição, com jogo único na semifinal, o que teoricamente também faz de Palmeiras e São Paulo francos atiradores. Ocorre que nenhum torcedor em sã consciência apostaria todas as fichas em apenas um time. O Corinthians recebe o Palmeiras no Itaquerão, domingo, às 16h, enquanto que o Santos fez valer seu mando de campo e levará a decisão com o São Paulo para a Vila Belmiro, onde gosta de atuar e onde tem se saído bem, a exemplo do Estadual de 2011. Havia a possibilidade de esse jogo ser marcado pela FPF para o Pacaembu.

Também no Paulistão de quatro anos atrás, a Federação festejou a participação dos quatro grandes nas fases importantes e decisivas do torneio. De lá para cá, muitas mudanças ocorreram nas equipes. O Santos, por exemplo, tinha em campo a dupla infernal formada Ganso e Neymar, com o craquinho do cabelo moicano já chamando a atenção pela qualidade e coragem com que enfrentava os rivais. Ganso era seu parceiro, jogava muito mais do que joga no São Paulo. O treinador do Santos era Muricy Ramalho, em grande forma também.

O Santos despachou o São Paulo na partida da semifinal com vitória por 2 a 0, gols de Elano e Ganso, após o meia lançar Neymar, que retribuiu o passe dentro da área. A dupla era afinada. O São Paulo era comandado por Paulo César Carpegiani, tinha um elenco razoavelmente bom, com Dagoberto na frente, mas não conseguiu superar o favoritismo santista.

Na outra semifinal do Paulistão de 2011, Corinthians e Palmeiras fizeram um jogo tenso e catimbado, com empate de 1 a 1 no tempo normal. A decisão foi então para os pênaltis, como será na edição deste ano em caso de igualdade, e deu Corinthians. O Palmeiras de 2011 ainda tinha Felipão como treinador e Kléber Gladiador no ataque. O Palmeiras apostava muito nas bolas paradas de Marcos Assunção, que acertava algumas cobranças de faltas e sempre se fazia perigoso no fundamento. O Corinthians estava sob o comando de Tite, que ainda não havia ganhado a Libertadores e o Mundial da Fifa, portanto, também buscando afirmação no cargo.

A combinação Ralf e Paulinho já era referência. O ataque corintiano tinha Jorge Henrique, que depois foi para o Inter, Dentinho e Liedson, todos fora do clube atualmente. A vitória nos pênalti garantiu o Corinthians na decisão com o Santos, em duas partidas. O Santos sobrou na finalíssima, vencendo por 2 a 1, com gols de Arouca, hoje no Palmeiras, e Neymar, já arrumando as malas para a Europa.

É certo que os elencos mudaram nos últimos quatro anos, mas a tradição dessas quatro bandeiras ainda continua forte e respeitada no futebol estadual. Para as semifinais do Paulistão neste domingo, São Paulo, Corinthians e Santos têm antes compromissos no meio de semana, na Libertadores e Copa do Brasil, e isso pode fazer diferença para o jogo decisivo do Paulistão. Apenas o Palmeiras passa os sete dias até domingo preparando-se para a partida.

Notícias relacionadas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.