Gareca sofre com fase ruim e sente a pressão no time do Palmeiras

Técnico tem dificuldades de adaptação ao tamanho do clube e imaginou que teria mais facilidade em chegada ao futebol brasileiro

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2014 | 04h58

O técnico Ricardo Gareca está assustado com tudo que acontece no Palmeiras desde sua chegada. Quando deixou o Vélez Sarsfield, um time mediano da Argentina, para se aventurar no futebol brasileiro, não imaginava que passaria tanto sufoco. Desde que chegou, ele nunca se sentiu tão pressionado e perdido quanto agora.

O Estado conversou com pessoas que vivem no dia a dia ao lado do treinador e o que fica claro é que Gareca ainda não se acostumou com a grandeza do Palmeiras, principalmente se comparado ao seu antigo clube. “Ele sempre acha estranho ver toda hora seu nome e foto nos jornais e sites e toda a repercussão das coisas que ele fala”, disse um dos que o acompanham no trabalho diário no clube.

Algo que também atrapalha em sua adaptação é que a família do treinador continua na Argentina e só deve vir ao Brasil nos próximos meses. A esposa e os filhos fazem viagens esporádicas ao País, mas, a maior parte do tempo, ele fica sozinho.

Gareca não quis trazer a família de imediato ao Brasil, embora tenha contrato até julho do ano que vem, mas já procura apartamentos próximo da Allianz Parque para morar com a mulher e filhos. Quando os familiares não vão visitá-lo, é ele quem vai para a Argentina, como na última segunda-feira.

Tem chamado a atenção a vontade que demonstra em aprender logo o português. Entretanto, durante os jogos e em alguns treinos, ele tenta passar orientação mais rápida aos jogadores e alguns deles sentem dificuldades em entendê-lo.

Em relação ao time, o treinador já admitiu algumas vezes, em entrevista coletiva, que não esperava tamanha dificuldade. Desde que chegou ao clube, ele fez oito partidas, incluindo o amistoso com a Fiorentina.

Foram três vitórias, um empate e quatro derrotas. A maior dificuldade está em entender como cada jogador pode render mais e ajudar na marcação e criação de jogadas.

Em meio a incertezas, ele conta com a volta de Valdivia e a provável estreia de Cristaldo no clássico contra o São Paulo domingo, para, enfim, vencer e ter um pouco de paz.

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