Rodrigo Coca/Age. Corinthians; Ivan Storti/Santos FC
Rodrigo Coca/Age. Corinthians; Ivan Storti/Santos FC

Garotos dão toque de classe ao clássico entre Corinthians e Santos

Dribladores e criativos, Pedrinho e Rodrygo podem fazer a diferença no jogo em Itaquera

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2019 | 04h30

No duelo tático entre Fábio Carille e Jorge Sampaoli, dois jogadores em especial guardam a esperança do drible e da criatividade para quebrar esses esquemas no clássico deste domingo entre Corinthians e Santos, em Itaquera. O meia Pedrinho e o atacante Rodrygo têm a função de tirar seus times de dentro das caixinhas táticas. Principais revelações do Corinthians e do Santos nos últimos anos, os jovens atletas estão em degraus diferentes na carreira. O santista, que disputa posição com Cueva para iniciar o jogo, já realizou o projeto que Pedrinho adiou e não sabe se vai conseguir realizar: atuar em um grande clube da Europa.

Vendido ao Real Madrid por cerca de R$ 193 milhões, Rodrygo tem contrato até junho e se apresenta ao time espanhol no mês seguinte. Ele está fazendo sua despedida para o grande salto de sua carreira no futebol. Falta pouco mais de três meses para o menino fazer as malas.

Depois de fracassar com a seleção brasileira no Campeonato Sul-Americano Sub-20 – a seleção terminou em quinto lugar no hexagonal –, o atacante busca uma grande atuação no Estadual. Depois de ótimo jogo diante do América-RN, pela Copa do Brasil, ele já faz planos para o clássico, mesmo que sua escalação não esteja confirmada – Sampaoli faz mistério e pode optar por Cueva. “Marcar gol em clássico é o mais importante. Na base, eu fazia muitos. Contra o Corinthians, ainda não fiz em dois jogos. Espero que dê certo desta vez”, diz o atacante de 18 anos que já fez dois gols em quatro partidas.

As conversas com Sampaoli se dividem entre o presente e o futuro. Conhecedor do futebol espanhol depois de dirigir o Sevilla, o técnico dá conselhos para que ele não sofra tanto na Europa. “Falou de intensidade no treino e de reagir rápido depois de perder a bola. São essas as coisas que vão encurtar meu caminho para a adaptação no Real Madrid”, contou o santista.

ENSAIO

Pedrinho já ensaiou essa transição – Brasil/Europa –, mas ficou no meio do caminho. Ele teve proposta da China, mas descartou de imediato. Ajax, Borussia e até Barcelona e Real Madrid fizeram sondagens, mas elas não se transformaram em ofertas de papel passado. Seu estafe acredita que 2019 é o ano para deslanchar.

O entusiasmo da torcida esfriou um pouco. Revelado na Copa São Paulo de 2017, o meia franzino e habilidoso fazia o estádio vibrar quando o sistema de som anunciava seu nome. Hoje, o barulho já não é tão forte. Gustagol puxou para si os holofotes. Mas o meia de 20 anos continua com cartaz com o treinador, que o define como um “meia que gosta de flutuar”.

Pessoas próximas ao jogador afirmam que ele está ainda se adaptando às novas funções: a faixa da direita do campo com liberdade para “cair” pelo meio e a obrigação de marcação.

Ele prefere jogar pelo meio, mas a concorrência é pesada. Pedrinho ganhou espaço com a contusão de Jadson, que está recuperado de dores no joelho e deverá jogar apenas meia hora neste domingo. Também está na briga o equatoriano Sornoza, que deu passes para seis gols do time. Pedrinho tem contrato até 2020. O Corinthians se precaveu e fixou multa de 50 milhões de euros (R$ 218 milhões).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.