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Garotos tentam quebrar escrita na Copa São Paulo

Nos últimos anos, ir bem no maior torneio de base do Brasil não é sinônimo de sucesso no profissional. Copinha vive crise

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2015 | 07h00

Maior torneio de base do Brasil, a Copa São Paulo de Futebol Júnior começa neste sábado com 104 clubes, 2.600 atletas, 26 sedes e quase 200 jogos disputados em apenas 22 dias. Em crise técnica nos últimos anos, a Copinha, que já foi celeiro de craques como Falcão, Careca, Sócrates, Raí e Djalminha, já não revela bons jogadores como antes. Assim, ir bem no torneio não significa necessariamente ter sucesso no time profissional.

No ano passado, por exemplo, Corinthians e Santos disputaram a final e dos 28 jogadores que estiveram em campo no Pacaembu – incluindo os seis reservas que saíram do banco – apenas o atacante corintiano Malcom obteve algum destaque no profissional. O lateral Guilherme Arana chegou a ser promovido para o time de cima, mas acabou “rebaixado” e vai disputar a Copinha de novo. No Santos, vários garotos tiveram chance entre os profissionais, casos de Zé Carlos, Stéfano Yuri e Jorge Eduardo, mas nenhum conseguiu se firmar.

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Nos últimos cinco anos, as maiores revelações do torneio foram o atacante Lucas (campeão em 2010 com o São Paulo) e o zagueiro Marquinhos (vencedor da edição de 2012 pelo Corinthians). Com passagem pela seleção brasileira, ambos estão hoje no Paris Saint-Germain.

“A partir de 2003, com a unificação do calendário das categorias de base, outras competições também passaram a ter visibilidade, como a Copa do Brasil Sub-20 e o Brasileiro Sub-20. Antes, os clubes esperavam a Copa São Paulo para lançar os seus jogadores. Agora o calendário está mais dividido”, diz o técnico do Corinthians, Osmar Loss, que trabalhou durante 18 anos no Internacional e revelou Alexandre Pato.

Esse ano, a Copa São Paulo não contará com os principais jogadores menores de 20 anos do País. Eles estão com a seleção brasileira Sub-20 na Granja Comary se preparando para o Sul-Americano da categoria que será disputado no Uruguai a partir do dia 14 e vale vaga na Copa do Mundo Sub 20.

Entre os jogadores convocados pelo técnico Alexandre Gallo estão Nathan (Palmeiras), Auro (São Paulo), Gabriel (Santos) e Malcom (Corinthians).

Outro fato apontado por treinadores como determinante para a decadência do nível técnico da Copinha é o número de sedes. O torneio é disputado em 25 cidades – São Paulo terá duas sedes, no estádio Nicolau Alayon, do Nacional, e na rua Javari, do Juventus. A crítica é que em vários estádios as condições do gramado são muito ruins e pioram com as chuvas de verão.

Atual bicampeão, o Santos, sob comando do técnico Pepinho, filho do ídolo Pepe, chega mais uma vez forte. Esse ano, o Peixe levará um time mais jovem, com vários jogadores que participaram da campanha do título paulista Sub-17.

O Corinthians também está bem cotado e chega credenciado pela conquista do Brasileiro Sub-20. A equipe também conta com jogadores com experiência no time profissional, como o atacante Gustavo Tocantins. “Aprendi muito com o Guerrero e espero colocar em prática na Copa São Paulo”, diz.

O Palmeiras, que nunca venceu a Copinha, aposta suas fichas em Gabriel, que alcançou a incrível marca de 37 gols em 22 jogos no Paulista Sub-17.

Já o São Paulo tenta surpreender após mudanças feitas nas categorias de base após briga entre o presidente, Carlos Miguel Aidar, e o seu antecessor, Juvenal Juvêncio.

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