Gavilán é suspenso por 120 dias por agressão em Valdívia

Departamento jurídico do Grêmio deve entrar com ação para reduzir pena imposta pelo STJD

Bruno Lousada, Estadão

19 de outubro de 2007 | 18h46

O volante Gavilán, do Grêmio, foi suspenso nesta sexta-feira por 120 dias pela 4.ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por causa do soco desferido no meia Valdívia, do Palmeiras, durante a partida disputada em 6 de outubro, no Palestra Itália. A decisão dos auditores foi unânime: 4 votos a 0.   O atleta paraguaio deixou o plenário irritado e não quis conceder entrevistas. Em depoimento, Gavilán admitiu ter errado ao agredir Valdívia, mas alegou que tomou a atitude por causa das provocações do chileno. "Ele fazia a jogada e dava risada. Mostrou-se soberbo", declarou. "Não é profissional debochar na cara do colega estando com o placar de 2 a 0 favorável ao Palmeiras."       Perguntado pela auditora Renata Quadros se era profissional dar um soco em campo num colega de profissão, Gavilán respondeu que não. "Foi uma reação de momento. Estava com a cabeça quente. Não me controlei", explicou, sem convencer. O jogador contou ter perdido a paciência no instante em que, antes da cobrança de escanteio, Valdívia "passou com o braço levantado" perto do seu rosto. "Mas sei que nada justifica minha ação."       O Grêmio vai recorrer da decisão da 4.ª Comissão e, em julgamento do Pleno do STJD, Gavilán tem boas chances de ver sua pena reduzida - tem funcionado assim o tribunal este ano: as comissões disciplinares punem com rigor e, em segunda instância, a punição é aliviada ou mesmo retirada. Já o volante Sandro Goiano teve mais sorte. Foi absolvido da acusação de ter cometido faltas desleais em Valdívia nessa partida.       Atraso       O Palmeiras recebeu multa de R$ 3 mil por ter atrasado em quatro minutos o início de jogo com o Grêmio, no Palestra Itália, no qual venceu por 2 a 0.

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