Gaviões faz novas cobranças a Dualib

O time não vence há três partidas e o clima de insatisfação voltou a crescer no Corinthians. Representantes da facção Gaviões da Fiel, se reuniram neste quinta-feira à tarde no Parque São Jorge com o presidente do clube, Alberto Dualib, para saber da nova diretriz da parceria entre o Corinthians e a empresa norte-americana de fundos de pensão, Hicks Muse. "Viemos cobrar principalmente a construção do estádio prometida pela patrocinadora", disse Wildener Rocha, um dos líderes da Gaviões, que estiveram conversando com Dualib em companhia de outros sete torcedores. A reunião entre a torcida e a diretoria não vai cancelar o protesto com a Gaviões da Fiel, dona da escola de samba, atual campeã do carnaval de São Paulo, pretende fazer sábado à tarde, em frente aos portões do Morumbi, pouco antes do jogo entre Corinthians e Ponte Preta, pelo Torneio Rio-São Paulo. Com bonecos e nariz de palhaço (em homenagem ao dia do palhaço), os torcedores pretendem mostrar novamente toda a insatisfação contra a administração da atual diretoria do Corinthians e da Hicks Muse e denominaram a manifestação como Revolução Corintiana. A Policia Militar considera legal a atitude dos torcedores, por isso o major Marinho, comandante do 2º Batalhão de Choque disse que vai tomar providências para que o ato ocorra sem incidentes. Dualib considerou a visita dos integrantes da Gaviões da Fiel, nesta quinta, no clube, um caso normal. "Recebi os torcedores porque eles vieram amigavelmente para falar do Corinthians e do estádio", explicou Dualib. "Disse para eles que o Corinthians (por meio da Hicks Muse) já investiu cerca de R$ 62 milhões na compra do terreno. Mas falta a liberação da prefeitura para o início da construção. Isso envolve a questão ambiental, trânsito e outros setores. Ninguém mais do que eu quer ver esse estádio sendo erguido", afirmou Dualib. O vice-presidente do Corinthians, Antonio Roque Citadini, que deverá ser uma dos "homenageados" pela da torcida sábado, disse que é "natural as pessoas se manifestarem do jeito que quiserem."

Agencia Estado,

14 Março 2002 | 18h56

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