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Gaviões perde a paciência com Geninho

Acabou a paz para Geninho. Agora, é a Gaviões que perdeu a paciência com o técnico. O empate por 0 a 0 contra o Vasco, quarta-feira, custou ao treinador o apoio da principal torcida organizada corintiana. A Gaviões da Fiel era uma das últimas barreiras que davam sustentação à sua permanência no Corinthians. Geninho já foi avisado que a torcida vai pressioná-lo até que ele se demita. O rompimento ocorreu ainda no Pacaembu, quando os líderes da organizada se reuniram com o técnico no começo da madrugada de hoje, na saída do vestiário. O presidente Ronaldo Pinto foi direto, sugerindo a saída de Geninho. "Falei para ele pedir demissão. Paciência tem limite e a nossa já acabou", sintetizou o presidente da Gaviões. Geninho ainda tentou argumentar, repetindo as mesmas desculpas de sempre: contusões, cartões amarelos, venda de jogadores. Não convenceu. Quando sentiu que a situação era irreversível, abandonou os torcedores e foi para o ônibus do clube. A perda do apoio da Gaviões não muda a postura do técnico. Geninho continua dizendo que vai continuar no Corinthians até o final de seu contrato, em 31 de dezembro. Apesar dos frequentes resultados negativos, ele continua acreditando numa reação da equipe no Campeonato Brasileiro. No vestiário, Geninho foi claro ao dizer que ainda não desistiu do título. "Enquanto houver chances matemáticas, não se pode jogar a toalha", resumiu o treinador. A Gaviões não pensa assim. Domingo, no jogo contra o Inter, no Pacaembu, será estendida uma faixa pedindo a cabeça do treinador. O texto será definido numa reunião amanhã à noite, na quadra do Bom Retiro. ?Fora Geninho? tem a preferência da diretoria. "Vamos começar a pedir a cabeça dele nos jogos. Vamos pressionar com tudo o que temos direito", avisa o ex-presidente Douglas Deúngaro, o Metaleiro. "Seguramos até onde deu. Agora, seria importante trocar de treinador até para dar uma sacudida na equipe. Se vier outro vai motivar o time". A Gaviões cansou da mesmice dos últimos jogos. Segundo os líderes da torcida, Geninho não pode se queixar. "Chegaram os reforços e o time continua sem padrão de jogo. É só chuveirinho na área, só aquela jogadinha manjada pela esquerda", acrescenta Metaleiro. "Ele (Geninho) está com um time bom mas não consegue fazer o Corinthians jogar bem.Acabou. O tempo dele passou. A Gaviões não está mais com o Geninho e ele já sabe disso". Nenhum nome foi sugerido para o lugar de Geninho. A Gaviões acha que esse é um problema da diretoria. Os torcedores também não aceitam a ausência do vice-presidente de Futebol Antonio Roque Citadini num momento tão delicado. Citadini passou os últimos 10 dias em Los Ângeles. A versão oficial no Parque São Jorge é a de que o dirigente estaria visitando as instalações da Nike na Califórnia. Sem o apoio da Gaviões, a diretoria do Corinthians pode repensar o futuro de Geninho. Os jogadores também estão preocupados com o que pode acontecer com eles. "Daqui um pouco vai sobrar pra todo mundo", diz o volante Fabrício. "Só há uma solução: o time tem que começar a vencer". A situação deve piorar no domingo. Geninho terá o reforço de Liedson mas perdeu outros dois titulares. Fabrício, com entorse no tornozelo direito, e Gil, com uma contratura no músculo adutor da coxa esquerda, não enfrentam o Inter, domingo, no Pacaembu.

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