Gebran desiste de concorrer à presidência do Corinthians

Dirigente se justifica alegando que a situação do time exige sua preocupação total neste momento

Fabio Hecico, Estadão

01 de outubro de 2007 | 18h41

O vice-presidente de Futebol, Antoine Gebran, desistiu de concorrer à presidência do Corinthians num mandato tampão (até janeiro de 2009) que acontece no próximo dia 9, no Parque São Jorge. O dirigente vai se dedicar em trabalhar para salvar o time do rebaixamento no Campeonato Brasileiro e deve lutar pelo posto mais alto do clube em 2009. Dias atrás, Gebran havia dito que o Corinthians perderia muito se não o tivesse no comando. Nesta segunda-feira, soltou um comunicado informando sua decisão de abrir mão de briga pela cadeira de presidente. "Depois de refletir muito sobre o atual momento do nosso Corinthians, decidi não concorrer à presidência nas próximas eleições", traz, no primeiro trecho, o documento. O dirigente aproveitou para desejar sorte aos candidatos, agradeceu o apoio que teria recebido de alguns conselheiros e fez uma apelo: "Torço para que nenhuma vaidade possa atrapalhar o processo (eleitoral). Que o vencedor assuma o difícil cargo de presidente e trabalhe com muita coragem, honestidade, sabedoria e criatividade." Garantiu, porém, não apoiar A, B ou C. A disputa pelo lugar de Alberto Dualib deve ser mesmo entre Paulo Garcia, Andrés Sanchez e Osmar Stábile. "Prefiro ficar neutro", afirmou. Nos bastidores do clube, porém, apostam que vai se juntar à chapa eleitoral de Paulo Garcia. Ele não confirma nem desmente. "Vamos esperar para ver o que acontece", ponderou. Durante esta semana os outros candidatos devem lançar, oficialmente, suas campanhas. Osmar Stábile foi o escolhido o nome da chapa Ação Corinthiana na semana passada, numa churrascaria da Vila Maria, zona norte, e Andrés Sanchez sempre liderou a Renovação & Transparência. Antes de sexta-feira prometem divulgar suas propostas de trabalho para salvar o time do rebaixamento e recuperar sua imagem, bastante arranhada por cauda das acusações de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. AcordoComo Paulo Garcia ainda não lançou, oficialmente, sua candidatura, Stábile ainda estuda uma união. Já havia proposta que Garcia fosse seu vice. A decisão será tomada nesta terça. "Tive pensando no time e posso até abrir mão. A gente tenta falar em projeto e só aparece a crise do rebaixamento", disse. "Vamos ver, até esta terça vamos definir alguma coisa, se eu vou apoiar o Paulo ou se ele me apóia. Pode ser que façamos algum acordo para que o Corinthians sofra o mínimo possível", enfatizou. "No momento, o melhor seria ter apenas dois candidatos é o melhor."

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