Gebran oferece 'churrasco' para Corinthians não cair

Esse é o prêmio que a diretoria dará aos jogadores se o time conseguir escapar da Segunda Divisão

Cosme Rímoli, do Jornal da Tarde,

18 de outubro de 2007 | 09h04

Já está definido o prêmio especial que a diretoria do Corinthians oferecerá aos jogadores se o clube não for rebaixado para a Série B. "Um churrasco na minha casa. É isso que vou oferecer se o clube não cair", disse, sorrindo, o vice de futebol, Antoine Gebran. Veja Também: Wladimir pode virar gerente de futebol do Corinthians "Os jogadores já recebem muito bem e em dia para querer ganhar um prêmio para manter o Corinthians na Série A. Não vamos dar nada a mais. O churrasco na minha casa está ótimo." Antoine Gebran é tratado por conselheiros influentes como ‘bucha de canhão de Andrés Sanchez’.  A situação é simples: o novo presidente não quis escolher uma pessoa para o cargo de sua plena confiança para não correr o risco de desgastá-la com um possível rebaixamento do time. A solução foi obrigar Gebran a passar um vexame para se manter no cargo. "Eu cheguei a me despedir do elenco. Fiquei com lágrimas nos olhos, porque homem de verdade chora. Mas depois o Andrés me chamou e pediu para ficar. Menos de duas horas depois de eu ter dito para os atletas que estava saindo, voltei e disse que iria continuar", disse Gebran. Mas ele já tomou uma decisão. "No dia seguinte ao final do Campeonato Brasileiro eu vou embora. Já dei a minha contribuição como corintiano. Mas vou fazer tudo, estar perto dos jogadores, passando segurança e o que mais eles precisarem para que o Corinthians não seja rebaixado. E não vai cair", garante o dirigente. Conselheiro vitalício, Gebran foi candidato a presidente do Corinthians. Desistiu quando percebeu não ter nenhuma chance de vencer. Ele foi 15 anos vice eleito da FPF e diretor de futebol da CBF em 1985, quando o presidente era Otávio Pinto Guimarães. Rico, dono de uma empresa de segurança, ganhou notoriedade quando pagou um anúncio no New York Times elogiando o ex-presidente Clinton no caso Monica Lewinsky. "Paguei porque houve muito policiamento em relação ao presidente. A menina sabia muito bem o que estava fazendo para depois acusá-lo de assédio sexual. Apoiei mesmo o Clinton. E recebi um fax de agradecimento", relembra.

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