Geninho já viveu situações piores no Interior

Ao deixar o cargo de técnico do Corinthians, Geninho deixou bem claro o motivo da sua saída: a goleada sofrida para o Juventude, por 6 a 1, em Caxias do Sul. Esta, porém, não foi a primeira vez que isso aconteceu na sua carreira. Ele tomou a mesma decisão no Guarani no Campeonato Paulista de 1997, após uma goleada histórica de 8 a 2, no Morumbi, justamente, diante do Corinthians.Na tentativa de vencer na carreira, o técnico já comeu o pão que diabo amassou, além de colecionar uma série de insucessos que dificilmente o levariam ao caminho do sucesso não fosse sua persistência. Em 1994 estava no comando do Ituano quando o time caiu para a Segundona Paulista . Ano seguinte também caiu com a Ponte no Campeonato Paulista. No União São João conseguiu um feito difícil: o duplo descenso pelo Brasileiro de 1994 e 1997. Na primeira vez, só dirigiu o time por cinco jogos, com duas vitórias e três derrotas, deixando o clube por causa da morte do pai, mas ficou com a pecha de azarado. Na segunda vez pegou o elenco montado por Basílio, disputou 11 jogos, com uma vitória, três empates e sete derrotas.Como goleiro, Geninho defendeu vários clubes paulistas e passou a ser homem de confiança do técnico já falecido Daltro Menezes, que dirigiu Guarani, Santos e Inter-RS, entre outros. A vida deste ex-goleiro, com passagens pelo Botafogo-SP, São Bento, Paulista, Francana, Caxias-RS e Vitória-BA, entre outros, começou a mudar em 2000. Aquele início de temporada foi terrível no comando do Santo André, com cinco derrotas consecutivas. Tanto que despreza estes números em seu currículo oficial. Depois de tantos tropeços apareceu o Paraná, que o levou para conquistar o título do módulo amarelo na Copa João Havelange e o acesso à elite nacional. De lá para o título brasileiro em 2001 com o Atlético-PR, uma breve passagem pelo Atlético-MG e agora seu tumultuado trabalho no Corinthians.

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