Geninho lamenta vacilada e falta de sorte

A desatenção da equipe no primeiro minuto do jogo, quando levou o único gol da partida e a falta de sorte por não converter três boas oportunidades de gol, todas no segundo tempo, foram os motivos que levaram o Corinthians a perder um jogo de "seis pontos" e dificultar ainda mais sua meta de garantir uma vaga à Copa Libertadores das Américas. A opinião é do técnico Geninho, depois da derrota, demonstrando abatimento, sem no entanto manifestar confiança no futuro da equipe. "Sabíamos do perigo das bolas aéreas, mas não tivemos atenção suficiente para evitar a conclusão de um bola cruzada na área, que viajou bastante até que o centroavante adversário se antecipasse a nossa defesa e fizesse o gol", lamentou o treinador.Segundo ele, a equipe não conseguiu sair da marcação forte imposta pelo Criciúma no primeiro tempo. "O gol saiu muito cedo e o time se perdeu na marcação", reafirmou o treinador da equipe paulista, que considerou satisfatório o desempenho do time no segundo tempo. "Encaixamos a marcação no segundo tempo, evitamos a ação dos alas do Criciúma, que se resumiu aos contra-ataques, sem no entanto levar perigo efetivo ao nosso gol. As iniciativas foram todas nossas", analisou.O técnico ainda lamentou dois cruzamentos feitos das pontas não aproveitados por Jô e Fabinho e um escorado, de cabeça por Anderson, que exigiu grande defesa do goleiro Fabiano, do Criciúma. "Infelizmente não colocamos para dentro as boas oportunidades que criamos no segundo tempo", disse.Na opinião de Jô, a marcação exercida pelo Criciúma foi muita mais dura que ele esperava. "Me movimentei bastante, busquei os espaços, mas não tivemos sorte para empatar e virar o jogo", disse.O goleiro Rubinho concordou com o técnico Geninho, afirmando que o Corinthians vacilou no primeiro tempo e em especial no primeiro minuto da partida, permitindo que o Criciúma abrisse o marcador. "No segundo tempo estivemos melhor em campo. O Criciúma só levou algum perigo em erros nossos. Nos faltou sorte", revelou. "A Libertadores não é um sonho impossível", acrescentou Geninho. Daqui pra frente vamos enfrentar equipes que querem se manter entre a primeiras colocações ou que estão lutando para fugir do rebaixamento. Não tem jogo fácil", previu. "Não vamos colocar os garotos na parede, eles precisam de adaptação, seqüência de jogos e as oscilações de um jogo para o outro, ou mesmo dentro de uma partida, são normais, mas confiamos na personalidade deles", concluiu.

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