Geninho pede atenção aos santistas

Geninho já advertiu seus jogadores: "que esta bobeira seja a última". Ele se referia ao susto de sábado quando seu time goleava a Matonense por 4 a 0 e permitiu que o adversário empatasse a partida. O sufoco só não foi maior por causa do gol salvador de Renato. Com o objetivo parcial atingido no Paulista, os santistas pensam agora na Copa do Brasil e o próximo jogo da equipe será quarta-feira, contra o Bahia, em Salvador.A vitória apertada sobre a Matonense era, porém, o assunto predileto dos jogadores. O experiente Rincón acha que o time relaxou e isso não pode acontecer. "Houve o relaxamento e levamos um susto", disse ele, ressaltando que "a equipe tem que pensar na vitória o tempo todo, pois precisa vencer todos os jogos que faltam para se classificar e não pode repetir esse comportamento". O goleiro Fábio Costa estava revoltado: "fizemos um ótimo primeiro tempo e poderíamos ter marcado muito mais gols". Para ele, o principal problema foi a falta de reação quando a Matonense começou a marcar seus gols. "Acabamos cedendo o empate numa partida que estava ganha e, por sorte, saiu o gol de Renato".Geninho também estava insatisfeito com a atuação do time. "Quando estamos goleando e o adversário marca um gol, temos que entrar em alerta e reagir", comentou, lamentando que seus jogadores tenham permitido o adversário crescer e chegar ao empate, marcando quatro gols em poucos minutos. O treinador justificou a não substituição de Rincón, que estava cansado: "É o único que consegue segurar a cabeça do pessoal, que segura o estado emocional, e já perdemos jogos por faltar esse tipo de liderança dentro de campo".O técnico vai ter um conversa especial esta semana principalmente com os jogadores da defesa. "O setor falhou bastante, mas vamos analisar isso com mais calma". Geninho acha que o grito de olé da torcida acabou tendo reflexo dentro de campo: "esse comportamento relaxa o time que está ganhando e instiga o adversário; no caso de sábado, a reação foi da Matonense, que teve seus brios ofendidos com o grito de olé".

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