Geninho: ?Santos não baixa a guarda?

A Vila Belmiro deixou de ser madrasta do Santos e voltou a preocupar os adversários. Tanto que o time venceu as oito últimas partidas disputadas em casa, tendo marcado 25 gols e sofrido apenas 2. Esse retrospecto é considerado muito positivo pelo técnico Geninho, mas diante de um jogo decisivo como o desta quarta-feira, às 21h40, contra o Botafogo, "tem pouco significado". Ele não quer nem mesmo ver seus jogadores relaxando diante da boa campanha do time no Rio-São Paulo e no Paulista. "Não podemos baixar a guarda e temos que colocar em prática o futebol que temos mostrado para conseguir resultado", disse ele, procurando conter o clima de euforia que domina o elenco. Esse otimismo tem justificativas: o time é o líder do Paulista e está invicto no Rio-São Paulo. No torneio interestadual, venceu três partidas e empatou uma, marcou 11 gols e sofreu apenas 2." A campanha é boa e os resultados não estão acontecendo por acaso", disse Geninho, "mas é preciso entrar em campo com a mesma determinação e humildade para não haver surpresas desagradáveis". Foi numa dessas ocasiões, em que o time entrou relaxado em campo que o Santos foi goleado pelo São Paulo por 4 a 2, na única derrota deste ano. Para o jogo desta quarta, que vale uma vaga para a final do Rio-São Paulo, Geninho poderá contar com Renato, que treinou hoje normalmente, não sentindo a contusão no tornozelo. No ataque, Rodrigão voltará ao time, depois de ter cumprido suspensão automática no Paulista. "Espero nunca mais ser suspenso", disse ele, preocupado em garantir a condição de titular. Briga sadia - Ele disputa com Dodô a condição de artilheiro e acha que "é uma briga boa, sadia, e o time só tem a ganhar com ela", disse ele. Descontraído, deixou escapar um sonho: "espero que eu e o Dodô levemos essa disputa durante toda a competição e cheguemos no fim como os principais artilheiros". Para Dodô, a preocupação é mais imediata: vencer o Botafogo amanhã na Vila Belmiro. "Vai ser um jogo de paciência, pois eles devem vir muito recuados, com uma marcação forte". Sua esperança é que o aversário saia para o jogo, "pois o empate não interessa, na medida em que decidir a vaga no pênalti é uma loteria". Mesmo com a pressão da torcida bastante reduzida, ele acha que seu time tem que ter a tranqüilidade para aproveitar as oportunidades que surgirem. "Temos que impor nosso jogo, respeitando o adversário, mas sabendo que precisamos vencer para chegar à final", concluiu.

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