Geninho se diz à altura do Corinthians

O técnico Geninho tentou demonstrar tranqüilidade para os seu jogadores dias antes de iniciar a decisão do Campeonato Paulista contra o São Paulo, mas não conseguiu esconder a euforia de disputar pela primeira vez um título pelo Corinthians, um dos maiores desafios de sua carreira de treinador. "Tenho de admitir que a dimensão de dirigir o Corinthians é bem maior", revelou. "Olha que eu já treinei dezenas de clubes, mas nunca vi em outras equipes uma situação de cobrança e pressão como a qual o torcedor corintiano exerce sobre os técnicos e jogadores. Quase não é possível andar dez metros na rua sem que te peçam para trazer o título."Desde a sua saída do Atlético Mineiro, na primeira semana de janeiro, para assumir o time paulista, Geninho chegou com a difícil missão de substituir Carlos Alberto Parreira não só no banco de reservas, treinos e táticas, mas sim preencher o lugar de quem goza do prestígio de ser o técnico da seleção brasileira. O que era medo de alguns torcedores, assessores e até jogadores, infelizmente não se confirmou para a tristeza dos rivais. O técnico de 55 anos ganhou o grupo na conversa e para quem duvidou de suas primeiras palavras quando assumiu o Corinthians, hoje precisa dar o braço a torcer. "Hoje estou muito feliz aqui no clube, satisfeito mesmo. Sabia da cobrança que ia receber, mas consegui impor meu estilo e deixar o time mais veloz, mais agressivo no ataque."Embora o treinador se veja diante de uma situação até então inusitada para ele, chegar à final do Campeonato Paulista e conquistar o título será apenas aperitivo para saciar a sede de uma torcida que diversas vezes já demonstrou qual é maior desejo neste ano: conquistar a tão sonhada Libertadores da América. "Quando eu cheguei aqui eu disse que não iria priorizar nenhuma competição em particular. Pedi tempo para conversar com o grupo e os resultados estão aparecendo. Durante esta semana de decisão vamos dar total atenção ao Paulista, até porque é um título que eu nunca conquistei e depois de enfrentar o São Paulo, nos voltaremos para a disputa da Libertadores", finalizou.Natural de Ribeirão Preto, Eugênio Machado Souto é ex-goleiro e já atuou pela Francana, XV de Piracicaba e Botafogo-SP. "Não posso esconder a vontade que tenho de ganhar esse título. Nunca fui campeão paulista e toda a minha carreira, tanto como jogador quanto de treinador, foi formada em São Paulo." Geninho lamenta ter perdido a chance nas quartas-de-final em 1991 contra o Palmeiras quando era técnico do Botafogo e nas semifinais contra o Corinthians quando viu o sonho de dar o título ao Santos desmoronar após o famigerado gol de Ricardinho nos acréscimos.Geninho já trabalhou em mais de uma dezena de clubes entre eles equipes internacionais como o Vitória de Guimarães, em Portugal, e o Al Shabab, da Arábia Saudita. Dos grande de São Paulo comandou também o Santos e foi campeão brasileiro com o Atlético Paranaense, em 2001, depois de ter conquistado a Copa João Havelange pelo Módulo Amarelo no comando do Paraná, em 2000.

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