Geninho: ?Uma meta é a Libertadores?

Se existe um clube que pode ameaçar a liderança do Corinthians no Campeonato Brasileiro é o Goiás. E um dos principais responsáveis é o técnico Geninho. A possibilidade de chegar ao inédito título nacional começou a fazer parte dos planos dos torcedores dia 20 de julho, data em que o treinador fez a estréia no comando da equipe goiana. Na época, o Goiás ocupava a 12.ª colocação, e brigava, no máximo, por uma vaga na Copa Sul-Americana. Sob o comando de Geninho, o time cresceu. Logo na chegada, o técnico obteve uma expressiva vitória sobre o Inter, 3 a 2, em Porto Alegre. Hoje, o Goiás está na vice-liderança. No entanto, Geninho prefere não comentar a respeito. Experiente, acha que pensar na conquista seria, agora, muito prematuro.?Nós traçamos algumas metas, e uma dessas é a vaga para a Libertadores?, explica o comandante. Ele não quer que seus jogadores pensam na possibilidade de vencer o Brasileirão, porque só atrapalharia os seus planos na competição. Aos 57 anos, o ex-goleiro de clubes como o Botafogo de Ribeirão Preto e Vitória da Bahia, usa toda a bagagem que adquiriu principalmente no Atlético-PR (onde foi campeão brasileiro em 2001), Santos e Corinthians.Agência Estado ? Você acha que o seu desempenho no Atlético-PR te ajudou agora no Goiás? Geninho - É claro que todo trabalho tem reflexo no outro. Sem dúvida foi muito importante para mim, para a minha carreira, mas o que eu fiz no Corinthians (campeão paulista em 2003) e no Santos também me ajudou muito. Hoje sou um técnico reconhecido, estou entre os nomes da frente. Toda vez que se fala em algum técnico de ponta o meu nome aparece entre os cinco melhores.AE - Então, aquele título foi o fator principal para que você se tornasse um técnico mais conhecido? Geninho - É claro que aquele título pelo Atlético me deu muito status, mas todos os trabalhos foram importantes e contribuíram para a minha carreira.AE - Por que não aceitou treinar o Corinthians, quando demitiu Passarella, ou o Santos, antes de efetivar o Gallo? Geninho - Eu estava trabalhando no futebol árabe (Al-Alhi) e a multa para eu conseguir a minha liberação era muito alta. Então, tive mais é que esperar.AE - E depois que o seu contrato acabou com os árabes foi procurado por algum outro clube de ponta no Brasil? Geninho - Tive contatos do Cruzeiro e do Palmeiras. Com o Cruzeiro eu não cheguei a um acordo financeiro. E o Palmeiras preferiu o Leão. Fui para o Goiás até pela estrutura do clube. Tenho contrato até o fim do ano, com opção de renovação.AE - Qual é o segredo do Goiás para ir bem no Campeonato Brasileiro? Geninho - O Goiás faz um trabalho muito pé no chão, bem planejado. E em um clube planejado o trabalho se reflete todo no futebol, como está acontecendo agora aqui. Não temos estrelas, valorizamos o conjunto, ninguém aqui se acha ?o bom?. E também os atletas se adaptaram muito rapidamente à minha maneira de trabalhar. Nosso objetivo principal é tentar brigar pela Libertadores. Ninguém aqui fala em título.AE - Mesmo sendo a equipe que esta mais próxima do Corinthians você não pensa no título? Geninho - Se na busca por um lugar na Libertadores a gente tiver a chance de ir atrás do título, vamos buscar. Não adianta nada o Corinthians perder, se nós não fizermos a nossa obrigação. Peço ao jogadores que pensem apenas nos nossos adversários. A gente não fica alardeando nada, vamos atrás apenas dos nossos objetivos.AE - Está satisfeito com a estrutura que encontrou em Goiânia? Geninho - Muito satisfeito. A estrutura é mais ou menos parecida com a do Atlético-PR. A única diferença é que o Goiás não tem o seu próprio campo (joga no Estádio Serra Dourada), mas tem três Centros de Treinamento. E, em um deles, trabalha só com a categoria de base.AE - Qual a sua opinião sobre o escândalo da arbitragem? Geninho - Eu nem gosto de falar muito sobre isso. Acaba sendo ruim para o Goiás, que não se meteu em nada, mas pode se prejudicar. Só fico triste com uma coisa. O culpado por isso tudo está solto (Edilson Pereira de Carvalho), se passa por coitadinho e nada acontece.

Agencia Estado,

17 de outubro de 2005 | 09h13

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