Geninho vê Corinthians mais veloz

Dois meses depois de aceitar a difícil missão de substituir Carlos Alberto Parreira no Corinthians, o técnico Geninho parece ter afastado definitivamente todas as desconfianças, tanto da torcida quanto dos jogadores, de que pode manter a rotina de decisões e conquistas de títulos dos últimos anos. Durante o treino desta quinta-feira, o treinador admitiu pela primeira vez que o time finalmente ganhou uma cara, um estilo de jogar e o melhor: em busca de gols. ?Estou feliz e bastante satisfeito aqui no Corinthians. Quando cheguei sabia da cobrança e não me desesperei, até porque o grupo é fácil de trabalhar?, disse.Segundo o treinador, o Corinthians de hoje é diferente daquele do técnico Parreira, que priorizava mais o toque de bola a atacar com afinco. ?Consegui mesclar o toque de bola com velocidade. Hoje nosso time joga mais para frente, agride mais, se expõe mais e é bem mais veloz?, garantiu. Vale lembrar que a chegada de Liedson e Jorge Wagner facilitaram o esquema de Geninho e a equipe passou a utilizar jogadas mais diversificadas do que a manjada descida com Kléber e Gil pela esquerda.E entre os atletas que apóiam o estilo de Geninho está Doni, que por pouco não foi preterido por outro goleiro, após a saída de Parreira para a seleção. ?O Geninho é um técnico muito gente boa, conversa bastante com os jogadores, mas também dá dura quando há algo errado. Ele facilita o trabalho e nos deixa à vontade?, afirmou.Embora comemore os resultados positivos no torneio estadual e na Libertadores, Geninho ainda acha que a equipe precisa de mais equilíbrio para se tornar ideal. ?Todos sabemos que 100% não existe, mas se o time manter um equilíbrio defensivo e ofensivo já será muito bom?.Fissura - Quando chegou ao Corinthians Geninho insistiu em dizer que não daria mais ou menos importância para determinada competição, mas após as atividades desta manhã, no Parque São Jorge, revelou que tem uma certa fissura em ganhar um campeonato paulista. ?O mais longe que eu cheguei foi nas quartas-de-final no comando do Botafogo contra o Palmeiras, em 1991, e nas semifinais diante do Corinthians, quando estava no Santos, em 2001. Como 80% da minha formação como jogador e técnico foi aqui no estado paulista, eu gostaria muito de conquistar esse troféu?, finalizou.

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