Nelson Almeida/AFP
Nelson Almeida/AFP

Geração de Neymar estreia na Copa em busca de revanche contra suíços

Seleção brasileira de base foi eliminada pela Suíça em 2009, no Mundial Sub-17

Ciro Campos, enviado especial / Rostov, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2018 | 05h00

A estreia do Brasil na Copa do Mundo marca a chance de uma geração se vingar do maior algoz. Colegas de seleção desde as categorias de base, Neymar, Philippe Coutinho, Alisson e Casemiro terão a oportunidade de revanche contra parte da equipe suíça que anos atrás, em 2009, foi a responsável por eliminá-los no Mundial Sub-17, em um resultado considerado vexatório na época.

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O torneio disputado na Nigéria tinha o Brasil como um dos favoritos. A geração de nascidos em 1992 havia sido campeã sul-americana da categoria e era tida como promissora. Neymar despontava no Santos, Philippe Coutinho já havia sido negociado do Vasco para a Inter de Milão, Casemiro se destacava no São Paulo e Alisson carregava a expectativa de repetir a trajetória do irmão mais velho, Muriel, também com passagens pela base da seleção.

Todos eram titulares de um time que decepcionou. Na Nigéria, o Brasil foi eliminado ainda na primeira fase, justamente depois de uma derrota para a Suíça. A equipe europeia ganhou por 1 a 0 após uma falha de Alisson e, dali, seguiu rumo ao título. Jogadores como o meia Xhaka, o lateral Rodríguez e o atacante Seferovic participaram daquela campanha e, nove anos depois, vão novamente encontrar o Brasil.

Os suíços conseguiram repetir o feito do quarteto brasileiro e se firmaram em grandes clubes. Xhaka defende o Arsenal, Rodríguez está no Milan e Seferovic, um dos artilheiros do Mundial Sub-17 com cinco gols, é jogador do Benfica. Se no Brasil a geração 1992, a de Neymar, é vista com otimismo, a mesma expectativa existe na Suíça, onde a equipe atual se orgulha por ser a única a ter dado ao país um título mundial no futebol.

 

No cenário comparativo entre 2009 e 2018, um elemento permanece: o favoritismo do Brasil. No papel, a equipe continua mais talentosa e badalada. “Tivemos a experiência de crescer juntos na categoria de base da seleção, de termos essa identificação um com o outro e também com a própria camisa da seleção. Isso nos ajuda nesses momentos. Esperamos continuar escrevendo bem essa história e escrever com o título”, disse o goleiro Alisson.

Os dois principais jogadores do elenco sub-17 de 2009, Neymar e Coutinho, se conhecem desde o sub-15 da seleção. Já naquela época os dois eram vistos como promessa e chegaram ao torneio na Nigéria como candidatos a estrelas. A equipe estreou com vitória sobre o Japão com gol no último minuto, depois perdeu para o México e, no jogo decisivo, deu adeus ao ser derrotada pela Suíça.

O Brasil se orgulha de ter desenvolvido os jogadores, enquanto os suíços comemoram a manutenção deles no elenco. A promissora geração campeã em 2009 tinha 13 dos 21 atletas com dupla nacionalidade e possibilidade de defender outro país pela seleção adulta. O êxodo virou um temor depois do título, mas os destaques da campanha permaneceram. Seferovic não optou pela Bósnia, Rodríguez abriu mão da Espanha e Xhakha não fez como o irmão mais velho, que atua pela Albânia.

 

 

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