Geração Falcão também é campeã

Melhor do mundo consegue levar a seleção brasileira a conquista do Mundial de Futsal, ajudado por muitos

Redação

19 de outubro de 2008 | 13h40

SÃO PAULO - Ser o melhor do mundo sem ter o principal título do planeta. Esse era o estigma que o ala Falcão carregava consigo. Agora, não mais. O jogador de 31 anos, amado e odiado por muitos,  vê o fardo terminar com a conquista do Mundial de futsal realizado no Brasil, após a vitória suada sobre a algoz Espanha nos pênaltis por 4 a 3.Veja também: Brasil bate Espanha nos pênaltis e fica com o hexaSem acreditar que a busca pelo título havia acabado, Falcão não sabia o que fazer em quadra. Mesmo com o joelho esquerdo machucado, que o impossibilitou de jogar boa parte da final, o ala pulava, abraçava os companheiros. "Não pude ajudar dentro de quadra porque tive uma lesão ligamentar em meu joelho. Tinha de ser sofrido e, quando vi meu filho na arquibancada, sabia que não poderíamos decepcionar, e conseguimos vencer", disse o jogador, que, mesmo machucado, levou o prêmio de melhor jogador do Mundial.Falcão, no entanto, não era o único a carregar o fardo de 'perdedor'. Jogadores como os goleiros Rogério (de 35 anos) e Frankin (37), o fixo Schumacher (33), os alas Marquinho (33) e Vinícius (30), e os pivôs Betão (30) e Lenísio (31) sabiam que esta era a última chance de conquistar o Mundial e entrar para a galeria dos vencedores, liderada por Manoel Tobias. "Eu não sei o que dizer. A emoção é muito grande. A gente tinha um peso enorme para tirar das costas. Todos estão de parabéns", disse Marquinhos, deixando clara a pressão psicológica que o grupo passava.Com a perda dos dois últimos mundiais, justamente nas mãos dos espanhóis, a geração liderada por Falcão ganhara o rótulo de fraca em momentos decisivos. Um rótulo que teve muito trabalho para ser tirado pelo técnico PC Oliveira, o comandante do time campeão do mundo. "O grupo precisava acreditar no título. Fizemos tudo certo e merecemos o título. Essa história de perdedor não existe," comentou o técnico, que foi posto como o grande responsável pela reviravolta da seleção por Marquinhos. "O PC Oliveira é, sem dúvida, a pessoa que deu o que precisávamos para voltar a vencer."2012O Mundial de 2012 terá um cenário diferente. As duas grandes forças da atualidade, Brasil e Espanha, passarão por uma reformulação em seus elencos, com a saída de vários atletas. Assim, o processo de reformulação será vital para a manutenção da hegemonia. Hoje, duas forças despontam: Itália, a terceira colocada, e a Rússia, que conta com dois brasileiros em seu elenco jovem, que, na edição do Mundial de 2008, já dera trabalho para a seleção brasileira.

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