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Fabio Motta/Estadão
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Gestão do Flamengo rebate Bandeira de Mello sobre incêndio no CT e lista falhas

Ex-presidente afirmou que tragédia não ocorreria na gestão dele; atual diretoria evita, no entanto, culpar o antecessor

Redação, Estadão Conteúdo

21 de abril de 2020 | 21h48

A atual gestão do Flamengo divulgou nesta terça-feira um comunicado em que rebate as declarações do ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, que afirmou recentemente que a tragédia no Ninho do Urubu "não teria acontecido" na sua gestão. Na nota, a diretoria enumera os motivos que levaram ao indiciamento do dirigente no caso que investiga o incêndio que matou dez jovens jogadores das divisões de base do clube em fevereiro de 2019 - a gestão de Bandeira de Mello se encerrara meses antes.

O documento, divulgado no site oficial do Flamengo, é assinado pelo presidente Rodolfo Landim, por Antônio Alcides Pinheiro da Silva (presidente do Conselho Deliberativo), por Bernardo Amaral do Amaral (presidente do Conselho de Administração), por Moysés Saul Akerman (presidente do Conselho de Grandes Beneméritos), por Sebastião Pedrazzi (presidente do Conselho Fiscal) e por Marcelo Conti Baltazar (presidente da Assembleia Geral do clube).

Eles lembram que Bandeira de Mello rejeitou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, diante da piora na qualidade dos alojamentos. Além disso, citam outros problemas estruturais do Ninho do Urubu elencados pelo Ministério Público.

"A linha de atuação desinteressada do ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello é corroborada nos autos do inquérito civil instaurado pelo MP em 2015, quando naquela oportunidade se recusou a assinar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que fosse regularizada a situação precária dos atletas da base do Flamengo, mesmo tendo admitido o não cumprimento de uma série de condições relacionadas na vistoria", afirma.

"Não é crível que o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, no período de 24 de outubro de 2017 a 31 de dezembro de 2018, num assunto de extrema relevância para o Flamengo (construção do Ninho do Urubu), considerado estratégico para o futebol profissional e da base, tivesse deixado de tomar conhecimento da interdição do CT e dos consequentes autos de infração, tendo preferido este dirigente com domínio final do fato ignorar as determinações estatais, as quais, caso tivessem sido atendidas, teriam poupado as vidas dos jovens atletas", continua trecho da nota, citando parte do processo que levou ao indiciamento de Bandeira de Mello.

Em sua defesa, a gestão de Landim cita avanços estruturais ocorridos na estrutura do Ninho do Urubu, lembrando a obtenção do alvará provisório de funcionamento e a aprovação do Corpo de Bombeiros.

Na nota, a administração garante que não pretende responsabilizar Bandeira de Mello pelas mortes. "Por fim, a atual gestão, apoiada por seus presidentes de poder, esclarece que não está acusando o ex-presidente Bandeira de Mello de ser o responsável pela tragédia, mas apenas relatando os fatos apurados pela autoridade policial, conforme expostos no processo, para melhor compreensão de suas próprias alegações perante a imprensa carioca, bem como para demonstrar as correções de gestão e as legalizações realizadas pela atual administração", diz.

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