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Ghiggia morreu assistindo reprise do Inter na Libertadores

Filho do ex-jogador relata os últimos momentos ao lado pai

EFE

17 de julho de 2015 | 09h21

O ex-jogador uruguaio Alcides Ghiggia, carrasco do Brasil e último sobrevivente do Maracanazo, morreu enquanto assistia uma reprise da vitória do Internacional sobre o Tigres por 2 a 1 pelas semifinais da Copa Libertadores, de quarta-feira, explicou nesta sexta o filho do jogador, Arcadio Ghiggia.

"Estávamos vendo a repetição da Libertadores, do jogo do Inter contra o Tigres, e ele teve vontade de vomitar (...) Depois, reclamou de um pouco de dor nas costas e o inclinamos. Quando voltamos a cama para trás, ele teve o ataque cardíaco", disse o filho do ex-jogador à emissora Canal 12.

"Tentamos salvá-lo com a ajuda dos funcionários do CTI, mas não conseguimos", acrescentou Arcardio, explicando que o pai estava internado no hospital exatamente por causa das dores nas costas. Ghiggia era o último sobrevivente da equipe uruguaia que venceu a Copa do Mundo de 1950 sobre o Brasil. Na decisão, o atacante colocou seu nome na história ao marcar o gol do bicampeonato da Celeste aos 34 minutos do segundo tempo, calando o Maracanã.

A vitória histórica completou nesta quinta-feira 65 anos, por isso Ghiggia estava assistindo a uma partida do esporte que o transformou em mito. "Ele sempre lutou pela vida. Como lutou no campo de jogo, lutou depois fora dele por sua saúde, sua vida, seus filhos. E o destino quis que justo nesta quinta, num dia 16 de julho, ele nos deixasse. Ele nos deixa entrando nos vestiários para jogar sua partida. Seus companheiros o estão esperando", disse Arcadio. Ghiggia era o único jogador vivo daquela final de 1950.

O governo do Uruguai declarou luto oficial e decretou honras fúnebres pela morte de Ghiggia, aos 88 anos. Ele deve ser velado nesta sexta no parlamento do país, se sua família autorizar as honrarias.

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