Giba, o predestinado a salvar a Lusa

O técnico Giba acredita em destino. Ele tem quatro partidas para salvar a Portuguesa do rebaixamento no Campeonato Paulista da Série A-1, com duas pedreiras pela frente: São Paulo, na quinta-feira, e na última rodada o Corinthians de Tevez e Passarella. Trabalha em tempo integral e com a certeza de sucesso. Acha-se um predestinado. "Tenho a chance de realizar um trabalho e acredito nele. Meu coração pediu para eu aceitar o emprego, mesmo sabendo das dificuldades", diz, irradiando confiança.Pode parecer bobagem para alguns o treinador seguir o que manda seu coração. Não para Giba. "Em 2002, na sexta rodada do Brasileiro, recebi um convite para comandar o Palmeiras, mas alguma coisa me dizia para não aceitar. Contei o caso para meu amigo Evandro Motta, da Seleção, e disse a ele que pressentia que o time cairia, como acabou acontecendo."Com a Portuguesa, Giba sentiu o oposto. Por isso, resolveu aceitar. Ele já comandou a Lusa no empate de 2 a 2 com o Paulista. E gostou do que viu, sobretudo da distribuição tática da equipe. Seu trabalho tem sido o de encontrar um padrão tático para o time. "Se os jogadores se posicionarem corretamente, o time tem meio caminho andado em direção à vitória. Minha função é mostrar esse posicionamento para eles. O restante é dentro de campo. É lá que se resolve", diz.Em conversas com jogadores nos corredores do hotel em Itu (SP), onde a delegação montou seu quartel-general, Giba busca os exemplos de sucesso para motivá-los. "Quando assumi o Santos em 2000, o time era último colocado de seu grupo. Fizemos um bom trabalho e fomos para a final com o São Paulo."Giba tem a certeza de que a Lusa não será rebaixada, mesmo tendo o virtual campeão paulista pela frente. "Não podemos ter medo do São Paulo. Vamos jogar para frente, buscando o resultado. Meus jogadores sabem que a partida é mais uma oportunidade de o time sair da zona do descenso", explica.O jogo é decisivo e a Portuguesa sabe disso. Mas não quer fazer do encontro com o líder do Estadual uma chance derradeira para suas pretensões. "Depois do confronto com o São Paulo, ainda teremos mais três jogos. Não é o fim."Time - Para enfrentar o São Paulo, a Portuguesa só não poderá contar com Rodrigo Pontes, suspenso. Em Itu, o time trabalha em dois períodos, sem descanso. Mas não se apega aos fundamentos. Segundo o técnico Giba não é hora para isso. O que vale nessa reta final do campeonato e com a corda no pescoço é saber se posicionar e armar um time bem distribuído."Cruzar, chutar certo a gol ou dar bons passes são coisas que os atletas terão de resolver dentro de campo. Isso é com eles. Eu tenho é de montar um esquema tático capaz de ajudá-los para que o time possa fazer frente ao rival", disse Giba, divulgando a base do seu trabalho no retiro em Itu.Sua confiança em escapar da degola é tamanha que ele já começa a traçar objetivos para o Campeonato Brasileiro da Série B, outra dor de cabeça no Canindé. Nesta quarta-feira, os jogadores que não começarão jogando com o São Paulo participarão de um coletivo com os reservas do Ituano. Giba quer fazer uma peneira para o segundo semestre. Quem não tiver condições, será dispensado.

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