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Gigante, Beira-Rio ganha nova roupagem e um brilho extra para Copa

Reforma tornará estádio do Inter mais confortável, seguro e mais rentável, o que deve dar outro status ao clube

Eduardo Asta (infografia e texto), Jonatan Sarmento (ilustração), Almir Leite e Paulo Fávero (reportagem), O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2012 | 16h19

SÃO PAULO - Reformar o Beira-Rio era, há alguns anos, parte dos planos da diretoria do Internacional. Inaugurado em 1969, precisava ser modernizado. A questão era como viabilizar a empreitada. Por causa disso, a escolha do “Gigante’’ para ser o estádio gaúcho da Copa do Mundo de 2014 foi o empurrão que faltava para a realização do sonho. Além do gostinho de vencer a disputa com o arquirrival Grêmio, o Inter vai ter um estádio moderno, confortável e seguro. E bonito visualmente.

Vai ser um novo Beira-Rio. Terá 100% dos lugares cobertos, arquibancada inferior que avança em direção ao campo, anel de circulação “abraçando’’ todo o estádio e 16 novas torres de escadas de acesso à arquibancada superior - hoje isso é feito por rampas.

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A modernização não desprezou o que já existia. A estrutura do estádio foi totalmente aproveitada. “Tudo foi feito em função da preexistência do Beira-Rio. Esse fator acabou gerando soluções bastante interessantes”, disse o arquiteto Henrique Rocha, da Santini & Rocha Arquitetos, responsável pelo projeto arquitetônico executivo.

O estádio do Inter ganhará um novo “invólucro’’, define Rocha. Para isso, contribuirá decisivamente a cobertura, talvez o principal destaque do projeto. O material a ser usado é um polímero sintético leve, o mesmo utilizado na Allianz Arena e que permitirá iluminação igual à do equipamento de Munique - claro que só com a cor vermelha.

A finalização da reforma está prevista para dezembro de 2013 - atualmente está com 45% de conclusão - e as obras, agora, deslancharam. Mas o Inter enfrentou percalços nessa caminhada.

Inicialmente, queria tocar o projeto, orçado em R$ 330 milhões, sozinho. Concluiu que não seria viável e passou a buscar um parceiro. Enfrentou processo longo até firmar acordo com a Construtora Andrade Gutierrez. A obra chegou a ser interrompida e só foi retomada, em março, após a assinatura do contrato.

“A viabilização da reforma de acordo com os padrões da Fifa só se deu a partir da parceria’’, admite Luís Anápio Gomes, vice-presidente e membro da comissão de obras do clube.

Mas agora o Inter olha para o futuro. Alípio considera que o novo Beira-Rio colocará o clube em outro patamar, pois representará mais receita. E não só por causa do estádio. Haverá ganhos com a reformulação do entorno e com uma área próxima, de oito hectares, que passará da prefeitura para o Inter, e onde será possível fazer, por exemplo, empreendimentos imobiliários.

Diretora de patrimônio do Inter e futura vice-presidente, a arquiteta Diana Oliveira lembra outro aspecto que contribuirá para o aumento de arrecadação: “A média de público deve aumentar e podemos criar novas formas de trabalhar com o sócio’’, diz. Há estudos que mostram que o faturamento de um estádio aumenta de 30% a 40% depois de uma Copa do Mundo.

Além disso, diz Diana, o Inter vai obter novas receitas com lojas, bares, o museu do clube (já existente), entre outras fontes. A construtora vai explorar, por 20 anos, itens como camarotes, cadeiras vip, 3 mil vaga de estacionamento, shows e eventos.

Impasse. O Inter pretendia fechar o Beira-Rio para algumas intervenções, como a reforma do gramado, após a partida do próximo domingo, para reabri-lo no máximo em abril de 2013. Mas a construtora não deve mexer no cronograma de obras e a tendência é que o fechamento só ocorra no segundo semestre.

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