Srdjan Suki/EFE
Srdjan Suki/EFE

Gigantes, Espanha e Uruguai fazem clássico no Recife

Bicampeã da Eurocopa e vencedora da Copa de 2010 enfrenta os campeões da Copa América de 2011

Raphael Ramos - Enviado Especial, O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2013 | 08h07

RECIFE - Raríssimas vezes na história o torcedor brasileiro teve o privilégio de ver no País um duelo como o deste domingo, a partir das 19h, na Arena Pernambuco. Estarão em campo os atuais campeões do mundo e os da América, Espanha e Uruguai. Não à toa, a procura por ingressos foi uma das maiores da Copa das Confederações. As entradas estão esgotadas e a expectativa pela partida é enorme no Recife.

 

A promessa é de um choque de altíssimo nível na abertura do Grupo B da competição. Um confronto de estilos. De um lado, os espanhóis com o seu insistente e envolvente toque de bola. Do outro, a força dos uruguaios, que marcam e partem para o contra-ataque com a eficiência de pouquíssimas seleções na atualidade.

 

O favoritismo pende para a Espanha, que entrou definitivamente na rota do sucesso a partir de 2008, quando conquistou a Eurocopa e acabou com sina de que sempre montava boas equipes, mas era incapaz de obter resultados expressivos. Para completar a sua sala de troféus, falta apenas a Copa das Confederações.

 

O Uruguai também busca um título inédito. Mais do que isso, tenta provar que sua volta ao grupo dos melhores do mundo não é passageira. O retorno à elite veio com o quarto lugar na Copa de 2010 e a consolidação no ano seguinte, com o título da Copa América. Mas a fase não é boa. Nas Eliminatórias para o Mundial, a Celeste ocupa a modesta quinta colocação.

 

A seleção chega para a partida em rota de colisão com a Fifa. Em protesto ao horário do treino de reconhecimento na Arena Pernambuco, marcado para 19h, o Uruguai desrespeitou o regulamento do torneio e não treinou no campo do jogo. Preferiu trabalhar pela manhã no CT do Sport. "Tomamos a decisão com base na nossa experiência esportiva. Iríamos jantar às 23h numa véspera de jogo. Estou defendendo os interesses da minha equipe. Não foi um ato de rebeldia", justificou o técnico Oscar Tabárez.

 

Rusgas à parte, a aposta é que a raça de jogadores como Lugano e o talento de atletas como Luis Suárez e Cavani façam a seleção uruguaia superar as suas deficiências.

 

A tarefa não será fácil. A Espanha é muito mais do que posse de bola e prima pela eficiência na ocupação dos espaços. É isso que o torcedor verá em campo. Del Bosque sabe que a partida será bem diferente do amistoso de fevereiro, no Catar, vencido pelos europeus por 3 a 1. "Não podemos nos fixar no passado. Temos de olhar para o futuro", justificou.

 

Para superar a forte defesa uruguaia, Del Bosque já avisou os seus jogadores que a Espanha terá de usar todos os seus recursos. "O Uruguai tem jogadores espalhados em vários clubes do mundo e no atual futebol globalizado, esse é o ideal."

 

ESPANHA x URUGUAI

 

ESPANHA - Valdés; Sergio Ramos, Busquets, Piqué e Alba; Arbeloa, David Silva, Xavi e Iniesta; Pedro e David Villa. Técnico: Vicente del Bosque.

 

URUGUAI - Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Godin e Cáceres; Cristian Rodríguez, Gargano e Diego Pérez; Cavani, Gastón Ramírez e Luis Suárez. Técnico: Oscar Tabárez.

 

ÁRBITRO - Yuichi Nishimura (JAP)

 

HORÁRIO - 19 horas

 

LOCAL - Arena Pernambuco

 

TRANSMISSÃO - Globo, Band e SporTV

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