Gil quer acabar com o jejum de gols

Apesar da boa campanha, nem tudo é festa no Parque São Jorge. O atacante Gil, que completa nesse primeiro jogo da decisão 100 jogos com a camisa do Corinthians, admitiu que sente a pressão por não fazer gols há 13 partidas. "Chegar a 100 jogos é uma marca bastante significativa. Espero comemorar com pelo menos um gol", disse o atleta corintiano. Gil chegou ao clube em julho de 1997 para começar a carreira nas categorias de base. Aos 21 anos, já conquistou o Campeonato Paulista de Juniores de 1997 e a Copa São Paulo em 1999. No time principal, ganhou o Campeonato Paulista de 1999 e 2001. Mas ele é titular desde a última temporada. "No meu primeiro ano na equipe principal já fui campeão. Agora, espero manter essa escrita com mais dois títulos, o do Rio-São Paulo e da Copa do Brasil", afirmou o atacante, que, até aqui, marcou 22 gols, dos quais quatro em 2002. Apesar de atuar com três atacantes, a preocupação no Corinthians não é restrita ao setor ofensivo. A defesa já conta com uma estratégia de marcação que atenta, sobretudo, para as jogadas de bola parada pelo alto. "Nós vacilamos no lance do primeiro gol do São Paulo (segunda partida das semifinais da Copa do Brasil) porque esquecemos de marcar o Gustavo Nery", observou o zagueiro Fábio Luciano. "Um descuido é fatal." No Morumbi, o que impera é a expectativa. E não apenas pela recuperação do meia-atacante Kaká, considerado peça fundamental no esquema do técnico Nelsinho Baptista. Depois de divergências com a nova cúpula são-paulina, o treinador já anunciou seu desligamento do clube após o término do semestre. Nesse clima de desconfiança, o grupo trabalha para chegar ao bicampeonato do Torneio Rio-São Paulo. Em meio a tantos problemas, alguns jogadores tentam tranqüilizar o ambiente. O atacante Reinaldo, por exemplo, se apegou ao fato de o time ter conseguido, na quarta-feira, quebrar o tabu de um ano sem vencer clássicos regionais, quando bateu o próprio Corinthians por 2 a 1, nas semifinais da Copa do Brasil. "É verdade que não nos classificamos. Mas tiramos um peso e uma pressão que estava incomodando bastante", explicou o jogador. Sobre os seguidos jogos entre os dois arqui-rivais, Reinaldo procurou descontrair. "Pô, não agüento mais olhar para a cara do Vampeta."Quem não gosta muito de falar sobre o confronto é o lateral-direito Belletti. A repetição de jogos contra o mesmo adversário parece irritar o quase folclórico atleta. "Nossa, são sempre as mesmas perguntas. Não tem mais o que fala sobre esse assunto. Já nos conhecemos e o negócio é entrar no campo e jogar, como fazemos contra qualquer outro time", observou o lateral do São Paulo.

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