Gil só quebra jejum depois da bronca

Foi um jogo especial para o atacante Gil. Ele completou, neste domingo, 100 jogos com a camisa do time do Parque São Jorge, e como prêmio acabou com o jejum de 14 partidas sem marcar. Desde o jogo contra o Flamengo (derrota por 4 a 3, no Rio), dia 3 de março, que Gil não tinha o prazer de comemorar um gol. Ele admitiu que estava com saudade, por isso fez uma grande festa com os companheiros, quando fez 3 a 1 na partida (depois Belletti diminuiu a diferença). "A falta de gol era uma pressão que me incomodava", reconheceu o atacante. "Mas o apoio do Parreira, dos companheiros e da família, me davam tranqüilidade para jogar. O time compensava de outra forma, e eu também procurava criar as jogadas para outros jogadores fazerem os gols." Gil foi um dos destaques da partida. Além do gol, após ter dado um drible da "vaca" em Emerson, ele criou outras jogadas pela esquerda do ataque. Mas o jogador afirmou que o Corinthians só reagiu na partida, depois da bronca que os jogadores levarem de Parreira no intervalo. "A equipe parecia acomodada, aceitando a marcação do adversário", comentou o atacante. "Mas depois do puxão de orelhas, a gente passou a jogar com garra e determinação. Parreira explicou que o Corinthians teve realmente comportamento distintos no clássico. No primeiro tempo, a equipe deu a impressão que não havia sentido o clima da partida. Mas no segundo, mudou completamente, participando com objetividade do jogo, com futebol coletivo. "Qualidade só não resolve. Faltava a equipe brigar mais, caso contrário, o Corinthians não reagiria e daria condição até de o São Paulo ampliar a vantagem. Agora, vamos para o segundo jogo com pouco mais de folga. Mas, repito, nada está decidido." Na quarta-feira, o Corinthians começa outra decisão contra o Brasiliense, pela Copa do Brasil. O jogo está confirmado para o Morumbi. Parreira já começou a viver o clima desse jogo, logo após a partida deste domingo, diante do São Paulo. "Claro que temos de respeitar o Brasiliense. Ninguém chega a uma final de Copa do Brasil por acaso, mas o Corinthians tem obrigação de vencer o jogo em casa", disse o treinador, pensando na vantagem que o time terá de levar na segunda partida, dia 15, em Brasília.

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