Gil x Tevez: o fim das hostilidades

Bastou a vitória no clássico sobre o Palmeiras para acabar definitivamente com os mal-entendidos entre Gil e Tevez no Corinthians. O meia Gil conta: "Na semana passada, eu disse algumas coisas que foram mal interpretadas sobre o Tevez. Nunca houve nenhum problema entre nós. Tanto que quando sofri o pênalti, ele veio comemorar e me deu um abraço." As ressalvas que fez contra o argentino ficaram num segundo plano.Agora, para Gil, Tevez é um grande jogador. "Ele é um atacante argentino, vibra muito, ajuda a defesa. E na frente, é um atacante que perturba muito a defesa. É um jogador que veio para somar ao grupo." Gil, no entanto, que para fazer um grande time, não basta ter muito dinheiro. É preciso valorizar a união do grupo também.O zagueiro Anderson também elogiou ao argentino. "A gente estava comentando que o Tevez dá carrinho como um zagueiro, vai na bola, não faz falta. Felizmente ele se integrou ao nosso projeto de construir uma grande equipe. Temos a melhor defesa do campeonato porque todos ajudam na marcação." Gil, por sua vez, estava aliviado com sua atuação decisiva no clássico contra o Palmeiras, quando sofreu o pênalti que originou o segundo gol do Corinthians, no segundo tempo - começou no banco. Ele conta: "Eu fiquei muito feliz quando sofri o pênalti. Sabia que era a chance de definirmos a partida ali, naquele momento, como ocorreu com a cobrança do Carlos Alberto." Mesmo com a boa atuação nos 14 minutos que jogou, Gil não acredita que ganhou um lugar na equipe titular, muito pelo contrário. "Preciso continuar trabalhando muito. Já fiquei muito tempo no banco esperando uma chance para entrar no time quando era mais jovem. Agora preciso começar tudo de novo, trabalhar bastante para ganhar uma nova oportunidade." A situação de Gil não mudou muito. Seu contrato termina no final do ano e seu empresário, o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, está negociando a prorrogação. O jogador ainda admite a possibilidade de sair. "O meu empresário fala para me concentrar em jogar futebol que ele cuida desses detalhes. Meu contrato termina em dezembro e eles estão conversando. Espero que dê certo para que eu fique no Corinthians. Mas se não der, vou continuar minha profissão em outro lugar", explica Gil.O maior problema é que o time deve trazer ainda mais um atacante.Vagner Love, do CSKA Moscou, é o nome mais preferido. Porém, Nadson, que está no futebol coreano, ofereceu-se para jogar no Corinthians - ele soube que era o segundo da lista caso o negócio com o ex-palmeirense não dê certo. E ficar no banco, também não interessa a Gil.

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