David Gray/AP
David Gray/AP

Gilberto Silva defende preparação brasileira para Copa

Volante afirma que decisão de manter grupo recluso foi tomada pelos jogadores em conjunto com Dunga

ANDRÉ CARDOSO, Enviado Especial - Agência Estado

02 de julho de 2010 | 15h25

Após a eliminação nas quartas de final, nesta sexta-feira, diante da Holanda, o volante Gilberto Silva saiu em defesa da preparação da seleção brasileira para a disputa na Copa na África do Sul. Segundo ele, a decisão de fechar o grupo, com reclusão e privacidade ao extremo, foi tomada pelos próprios jogadores, em conjunto com o técnico Dunga. "O trabalho foi positivo", avaliou o jogador, que participou do terceiro Mundial de sua carreira.

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Um dos mais experientes da seleção, Gilberto Silva lembrou da Copa de 2006 para justificar a postura do grupo na África do Sul. Há quatro anos, o time do Brasil enfrentou um grande assédio durante a competição na Alemanha e acabou sendo eliminado nas quartas de final. Dessa vez, foi o oposto: reclusão total, com contato mínimo com a imprensa e o torcedor. E, mesmo assim, a derrota aconteceu na mesma fase do Mundial.

"Pela experiência de 2006, nós, jogadores, queríamos ter essa situação (de reclusão e privacidade), queríamos ter mais tranquilidade. Não foi o Dunga que decidiu isso, foi uma postura do grupo", explicou Gilberto Silva, que é um dos líderes do time que disputou o Mundial na África do Sul. "Não seria abrir ou fechar (o acesso à seleção) que faria ganharmos a Copa. O determinante foram os detalhes no campo."

Sobre o jogo desta sexta-feira, em Port Elizabeth, que terminou com derrota brasileira por 2 a 1, Gilberto Silva lamentou os gols sofridos na bola aérea. "É um lance em que o Brasil não está acostumado a tomar gols", lembrou o volante, que também criticou a arbitragem do japonês Yuichi Nishimura. "A equipe deles foi malandra. Colocou o juiz a favor deles. Os representantes da Fifa têm que ficar mais atentos a isso."

 

 

 

 

 

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