Gilmar defende Adriano e reforça aposta em recuperação

Agente do novo atacante são-paulino diz que falhas servem de lição para quem tem o status dele

02 de janeiro de 2008 | 13h01

Adriano têm estampado as manchetes dos veículos de comunicação nos últimos tempos por causa de festas e problemas, sendo o último um acidente de carro no Rio na última segunda-feira. Mesmo com todos estes problemas, o agente do jogador, o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, defende e aposta na recuperação do novo jogador do São Paulo - está emprestado pela Internazionale de Milão. Ele lembra, inclusive, que pôs sua credibilidade em risco por causa do atacante. "Essa é uma chance muito importante [jogar no São Paulo neste primeiro semestre de 2008]. É um momento muito delicado. Ele [Adriano] sabe da responsabilidade que tem. Já entendeu que estamos jogando muita coisa, inclusive a minha credibilidade como agente, na Itália. Estou acreditando que vai dar certo porque ele está mostrando para mim muita vontade, independente dos problemas", afirma Gilmar, em entrevista à rádio Jovem Pan.Sobre o acidente, o agente reforça a isenção de culpa do jogador. "O Adriano estava sendo ultrapassado e foi fechado, o carro desgovernou e bateu. A velocidade que ele estava eu não sei. Mas a polícia fez o levantamento técnico e foi isso que aconteceu. Neste caso, acho que é totalmente falta de sorte", diz.Já a presença do jogador em festas nos últimos dias, a explicação é de que 'faz parte'. "Ele é uma pessoa de 25 anos que está tentando recomeçar a vida. Acho que a ida na festa não tem nada demais. Ele só não deveria ter deixado se fotografar com bebida. Naquele momento era desnecessário isso. Serve de lição, já falei com ele. Ele teve um momento de distração".Mas Gilmar não quer saber de impedi-lo de viver a vida. "Vai ter o dia de sair com os amigos, ir na boate. Ele tem de saber esses limites. Tem amigos que falam de levar ele para a Espanha, mas, meu Deus, lá é como a gente, são meio festeiros... O Adriano sabe que tem de se comportar e levar uma vida normal. Ele tem de saber até onde vai, onde pode ir."ALCOOLISMOA maior preocupação, o alcoolismo que o jogador admitiu - um problema motivado pela depressão -, segundo Gilmar é coisa do passado. "O temor na Itália era que pudesse afetar algo fisicamente. Fizemos vários exames e nada foi comprovado. Se ele conseguir fazer a vida dele regrada, não terá problemas. O álcool na vida das pessoas é bom para alguns momentos, mas ele é traiçoeiro, por ser uma alegria momentânea que pode acabar com a vida dele. Agora o que importa é que ele não tem nada fisicamente, e que só precisa tocar a vida". Sobre o motivo do problema, Gilmar reforça a preocupação com o excesso de responsabilidade sobre o jogador. E aponta uma falha do ex-clube. "A única coisa que a Inter talvez tenha falhado é na parte de cuidar de pessoas, pois aqui é diferente, somos latino-americanos, diferente dos italianos. Pensei em discutir com ele sobre isso [ficar em São Paulo nas férias], mas o Rio é a casa dele, tem o filho dele lá, então ele tem de encarar a situação e saber conviver com isso".Gilmar mantém a cautela somente em relação à frase atribuída ao presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, de que o jogador teria de rezar mais - numa analogia ao fato de se tornar uma pessoa que vá menos a festas. "Todos nós devemos rezar mais, mas não acredito que ele [Juvenal Juvêncio] tenha falado isso."

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