Gilmar pede tempo para resgatar a seleção e impõe a linha dura

Coordenador afirma que futebol é sério e não se faz com amigos, mas com comandantes, e garante que será chato se for necessário

O Estado de S. Paulo

04 de agosto de 2014 | 21h53

O coordenador técnico do Brasil, Gilmar Rinaldi, garantiu nesta segunda-feira aos torcedores que a seleção brasileira voltará a ser aquela equipe que impunha respeito aos adversários. Pediu apenas um pouco de tempo e paciência e reiterou que a linha dura será a marca do comando de Dunga.

“Temos a obrigação de retomar, de fazer as pessoas acreditarem. Isso não virá imediatamente, não vai ser fácil e nem rápido, mas estou confiante”, disse Gilmar em entrevista ao Bem Amigos, do SporTV. “Estamos buscando forças.”

Gilmar garantiu que Dunga era o melhor nome para reorganizar o nosso futebol no momento e deu carta branca ao novo treinador para acabar com a “folia” na seleção. Agora será tudo a ferro e fogo. “Não temos de ser simpático, temos é de fazer as coisas, trabalhar. Futebol é muito sério, não se faz com amigos, você faz com comandantes e se tiver de ser chato e dizer não, vamos dizer”, garantiu.

O novo trabalho começa com uma constatação: o Brasil parou no tempo. Ultrapassada, a seleção brasileira vai estudar o sucesso de equipes de fora do País, não apenas a campeã Alemanha. É hora de aprender com os adversários. “O momento é de reorganizar, voltar às origens, aprender com o que está sendo feito no exterior sem copiar. Entender o que pode ser transportado para nosso futebol. Precisamos ter a humildade de que a gente precisa buscar conhecimento”, disparou Gilmar. “O momento é delicado, temos de trabalhar em todos os setores, saber o que está acontecendo lá fora, com humildade.”

O dirigente fez questão de explicar a crítica ao boné em homenagem a Neymar antes da semifinal com a Alemanha. Gilmar explicou que a atitude ali, tinha de ser em prol do conjunto, de jogar quem ia entrar para cima e não ficar apenas lamentando a contusão de quem estava fora de combate.

“Na seleção a gente vai priorizar o coletivo. Ali era momento de chegar no menino (Bernard) e dizer: é sua vez, você vai ganhar o jogo. O gesto de colocar o boné está errado nisso, tem de saber quem é o guerreiro que vai estar de plantão. Não perdeu por causa disso, mas o espírito não pode ser esse”, observou. Você sabe o que o técnico da Alemanha disse quando ia colocar o Götze? Não? Eu sei. O treinador falou: você não queria uma oportunidade? Vai, mostre que é melhor que o Messi e ganhe a Copa para nós.”

Por fim, pediu ajuda a ex-jogadores sob o lema de que "com todos juntos, o resultado será positivo." 

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