Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Gilson Kleina evita críticas à Ponte Preta e prefere dar méritos ao Corinthians

Técnico admite partida ruim do time no jogo de ida em final do Paulistão

Estadão Conteúdo

30 de abril de 2017 | 19h06

Diante de um placar tão elástico e de uma derrota que não pode ser contestada, coube ao técnico Gilson Kleina, da Ponte Preta, reconhecer os erros de seu time e elogiar o Corinthians, que venceu por 3 a 0, neste domingo, em Campinas (SP), no primeiro jogo final do Campeonato Paulista. Ele nem cogitou reverter a situação e conquistar o inédito título.

"Não fizemos um bom jogo e, ao contrário, o Corinthians foi um time bastante aplicado, que reuniu méritos e construiu a vitória. Esta foi a primeira vez que saímos atrás em casa e sofremos uma derrota dura", reconheceu o técnico, com a voz rouca por causa de gás de pimenta usado pela polícia na frente do estádio Moisés Lucarelli.

Gilson Kleina admitiu que, desta vez, a Ponte Preta apresentou muitas falhas na marcação e também na transição da defesa para o ataque. "Levamos gols em erros de marcação e de cobertura. E como erramos muitos passes, também sofremos com a transição do jogo. Isso atrapalhou lá na frente porque não acertamos nem a penúltima e a última bola, a ponto de finalizarmos muito pouco".

O treinador lamentou também a contusão do zagueiro Yago, que, segundo ele, vinha muito bem. "Quando ele (Yago) saiu ainda estava 1 a 0 e esperávamos uma reação. Depois o Clayson também sentiu uma lesão e terminamos o jogo praticamente com dez jogadores".

O técnico justificou as duas mudanças no intervalo, uma vez que o time não vinha bem no início. As entradas do meia Renato Cajá e do lateral-direito Artur tinha como objetivo deixar a equipe mais ofensiva. Eles entraram nas vagas de Reynaldo e Jadson. "Nós voltamos bem para o segundo tempo. O objetivo era mesmo melhorar a transição, com o Artur avançando mais pela esquerda e com o Cajá acertando a transição. Mas logo sofremos o segundo gol e daí o time se abateu", disse Gilson Kleina, citando que esta variação tática foi treinada durante a semana.

Para o segundo jogo, Gilson Kleina promete manter a mesma linha de trabalho, alegando que "não chegamos até aqui por acaso, mas com muita dedicação de todos". Ele também resumiu tudo o time está passando em poucas palavras. "Futebol é coerência. Não adianta, de repente, mudar tudo de uma só vez. Mas vamos brigar muito no segundo jogo", prometeu.

PROBLEMAS

A reapresentação do elenco vai acontecer nesta terça-feira. Em princípio, Yago e Clayson preocupam em termos médicos. Eles vão ser avaliados. Do outro lado, o zagueiro Marllon, que cumpriu suspensão automática, volta ao time.

O plano é dar moral aos jogadores, tentando devolver a autoestima para terminar a semana com dignidade. Falar em reverter o placar, nesta altura, seria mesmo uma heresia.

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