Giovanni falha e São Paulo derrota Atlético-MG no fim do jogo

Equipe paulista apresentou falhas na defesa, mas conseguiu a vitória; Pato saiu vaiado

Gonçalo Júnior, O Estado de S. Paulo

31 de maio de 2014 | 21h28

SÃO PAULO - A vitória sobre o Atlético-MG por 2 a 1, na última partida antes da parada para a Copa, fez com que o São Paulo atingisse o objetivo de ficar entre os líderes do Brasileirão. Por outro lado, deixou evidente quais são as lições de casa: organizar a defesa, que voltou a falhar a ponto de a torcida pedir o retorno do uruguaio Diego Lugano, e recuperar Alexandre Pato, vaiado quando foi substituído pelo colombiano Pabón, herói da vitória graças a um gol de falta aos 44 minutos do segundo tempo em falha de Giovanni.

O São Paulo começou pressionando com a urgência de quem queria logo ter a vantagem. Mostrou boa movimentação dos meias, especialmente Ganso. Pelo lado esquerdo, Osvaldo conseguiu criar as melhores opções. Fez o papel do velho ponta, driblando e chegando até a linha de fundo. Com essa receita, ele ganhou todas do atordoado lateral Claudinei.

Aos dez minutos, Osvaldo resolveu cruzar direto, sem ir ao fundo, e isso pegou a defesa desprevenida. Luis Fabiano subiu sozinho e fez 1 a 0 de cabeça.

Vários fatores explicam o sufoco que os mineiros receberam. Fez bem ao time do São Paulo o retorno de Maicon, volante que havia cumprido suspensão no empate contra o Atlético-PR. Ele é volante, mas tem talento para criar e até finalizar, como fez aos 15 minutos em um belo chute de fora. Ganso e Luis Fabiano estavam inspirados. 

Além disso, o meio de campo e o ataque estavam próximos, formando quase um setor só e garantindo que o time estivesse sempre rondando a área do Atlético. Era um time consistente.

Essa compactação não chegava à defesa, no entanto. Os zagueiros tinham dificuldades com os deslocamentos rápidos de Diego Tardelli e André. Essa é uma deficiência recorrente do São Paulo. Aos 28 minutos, Rogério Ceni fez uma bela defesa quando Pierre apareceu sozinho dentro da área. Nove minutos depois, Dátolo chutou rasteiro. Outro perigo.

Os lances exemplificam como o Atlético equilibrou o jogo. Depois do sufoco inicial, Marion, Tardelli e Dátolo conseguiram trocar passes e aproveitar a velocidade dos atacantes. Contribuiu para o declínio são-paulino o desempenho ruim de Pato, que deveria fazer jogadas pela direita, imitando o que Osvaldo fazia do outro lado, mas perdeu lances fáceis. Aquela consistência inicial se esfarelou.

Por problemas físicos, Muricy teve de trocar Maicon por Denilson. Em termos táticos, o time ficou ainda mais defensivo e perdeu o apreço pela posse de bola. Por isso, a primeira boa jogada ofensiva aconteceu só aos 23, com Pato, Ganso e Douglas. O chute saiu torto, mas a jogada foi bem construída.

A mudança na escalação do Atlético foi mais interessante: o inexpressivo André deu lugar a Guilherme. Com maior aplicação na marcação, o Atlético incomodava cada vez mais. Prova disso foi a cobrança de falta de Tardelli na trave, aos 32. Um minuto depois, Denilson falhou na saída de bola e Josué empatou o jogo.

Quando a torcida vaiava o empate frustrante, Pabón acertou um chute rasteiro, defensável, mas que o goleiro Giovanni aceitou. Esse frango garantiu o alto astral das férias do São Paulo. 

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