Giovanni, ídolo contra sua vontade

Robinho joga mais duas ou três vezes com a camisa do Santos e o time ainda não tem um substituto. Giovanni, mesmo contra sua vontade, vai assumindo a função de ídolo. O clube procura contratar um atacante consagrado, mas enquanto isso não acontece, a ordem é aproveitar o efeito Robinho para voltar à liderança do campeonato. É que, quando ele está em campo, preocupa muito o adversário, que acaba abrindo espaço para outros jogadores chegarem ao gol."É bom ser reconhecido, fico feliz com isso, mas deixo isso de lado", disse Giovanni, que mantém a discrição de sempre. "Não posso me empolgar com isso e sempre disse que não me vejo como ídolo; vejo o Santos como uma equipe em que quando ganha, todos ganham."Mesmo sem querer, Giovanni encara a situação com naturalidade, principalmente por ter jogado na seleção e na Europa. "A pressão vai existir, mas não em empolgo muito não e tento sempre fazer o melhor para o Santos."Mas Robinho ainda continua no Santos e Giovanni acha que o clube tem de aproveitar ao máximo o talento do companheiro, que exige um cuidado especial dos adversários e facilita o trabalho dos demais em campo. "Ele faz a diferença no Santos e é bom que ele seja utilizado bastante para que o time possa subir na tabela e chegar à liderança". Acha que, quando Robinho for embora para o Real Madrid, os jogadores que estão no grupo terão de se superar. "Temos grandes jogadores e surgirá um outro como Robinho, é só uma questão de tempo".Com 33 anos e acostumado a um calendário mais leve na Europa, Giovanni sente um pouco o ritmo do futebol brasileiro. O médico Carlos Braga está atento a isso e recomendou um trabalho específico para os jogadores mais experientes. "É necessário dosar o trabalho de alguns jogadores para que não se contundam", disse o meia, que procura descansar o máximo entre um jogo e outro.Sua maior preocupação é com as viagens e com o tempo que passa nos aeroportos. "Às vezes a gente dorme pouco, passa muitas horas no aeroporto e isso é ruim". Por isso, procura descansar ao máximo entre um jogo e outro. "Faço repouso, tenho sido liberado dos treinamentos mais pesados e me alimento bem", disse ele, concluindo: "são os cuidados necessários para que possamos estar bem dentro de campo e não se contundir".Time - O médico Carlos Braga deu ontem a boa notícia ao técnico Gallo: o volante Fabinho e o atacante Basílio estão recuperados de contusão na coxa esquerda e podem jogar contra o Brasiliense, quinta-feira, na Vila Belmiro. Vetou, porém, o treinamento para esses dois jogadores na tarde desta quarta. Braga aguarda também o resultado dos exames a que o lateral-direito Paulo César está sendo submetido para saber se ele terá ou não condições de jogar.Já o volante Bóvio ficará pelo menos mais uma semana em tratamento de contusão na coxa esquerda e foi vetado para o jogo de quinta. Outros desfalques são do volante Zé Elias e do meia Wendel, que vão cumprir suspensão automática. Em compensação, o meia Ricardinho e o lateral-esquerdo Carlinhos retornam à equipe.

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