Giovanni vira ídolo dos santistas

Com o desmanche ocorrido no Santos, o atacante Giovanni retomou a condição de líder que tinha nos anos 90. Mais maduro, mostrou domingo que ainda tem condição de resolver uma partida, desequilibrando o jogo com a qualidade de seu futebol. Para o torcedor santista, a volta do jogador é ainda o maior consolo pela perda de Robinho, sinal de que o time pode fazer a torcida vibrar com as jogadas de craque. O Santos relutou bastante em contratar Giovanni, que no começo do ano deu sinais claros de que pretendia voltar ao Brasil, mais precisamente à Vila Belmiro. O principal problema era sua idade - 33 anos - e o presidente Marcelo Teixeira não queria repetir o erro que cometeu ao assumir o clube, contratando jogadores veteranos que não deram o sonhado título, custaram muito caro e ainda mantêm pendências judiciais com a entidade. Mas Gallo foi companheiro de Giovanni no time de 95, vice-campeão Brasileiro e assumiu o comando técnico depois da saída de Oswaldo de Oliveira. Era o que faltava para o atacante realizar o sonho anunciado em 96, quando deixou a Vila Belmiro: de encerrar ali sua carreira. Gallo deu o aval à contratação e o clássico de domingo mostrou mais uma vez que acertou em insistir na volta de Giovanni. "O Giovanni está mostrando uma regularidade importante e tem feito grandes partidas", disse o treinador, destacando o golaço marcado domingo contra o Corinthians e sua participação decisiva na vitória sobre o maior rival dos santistas. Giovanni consegue fazer as jogadas de craque que o levaram ao futebol europeu, onde jogou nove anos. Mais maduro, sabe se poupar durante o jogo, compensando assim eventuais problemas que a idade traz aos jogadores. "O Giovanni sempre se cuidou muito bem e está numa fase muito boa, é um grande jogador e tem uma identidade muito grande com o torcedor", completou o técnico. Mas se os santistas sonharam em ver Robinho e Giovanni, dois ídolos de duas épocas distintas, jogando juntos, fica a frustração por conta da ida de Robinho ao Real Madrid. No domingo, eles tiveram o gostinho de ver o começo do entrosamento entre os dois craques que só haviam treinado juntos uma vez. "Ele é um craque e, por isso, é fácil jogar do lado dele", comentou Robinho. Isso, entretanto, só irá se repetir no máximo em mais seis partidas, tempo que o clube espanhol concedeu ao seu novo reforço antes da apresentação oficial.

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