Gobbi diz que pressão sobre árbitro prejudicou o Corinthians em Salvador

Para o diretor de Futebol Mário Gobbi, pênalti marcado para o Vitória foi absurdo

RAFAEL VERGUEIRO, estadão.com.br

23 de novembro de 2010 | 19h11

SÃO PAULO - A arbitragem do Campeonato Brasileiro é motivo de polêmicas nas últimas rodadas, e agora chegou a vez de o Corinthians reclamar. Após empatar por 1 a 1 contra o Vitória em Salvador no domingo e perder a liderança da competição, o time se mostrou insatisfeito com a atuação de Carlos Eugênio Simon.

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Para o diretor de Futebol do clube, Mário Gobbi, o pênalti marcado a favor do Vitória - e convertido pelo goleiro Viáfara - foi um absurdo. "Se a bola bate na mão do jogador dentro da área, como aconteceu com o Ralf, isso não pode ser considerado pênalti. Para marcar a falta, teria que ter a intenção, a vontade, o dolo de colocar a mão para interceptar a bola", protestou.

Gobbi afirmou ainda que é "medíocre" dizer que este tipo de lance depende da interpretação do juiz. "Assim até eu quero ser árbitro, se está na minha cabeça o poder de achar o que é ou não falta".

De acordo com o dirigente alvinegro, os árbitros estão entrando muito pressionados nos jogos da equipe. "Falaram que teria um esquema para o Corinthians ser campeão, porque é ano de centenário. Claro que isso influencia a arbitragem do próximo jogo, isso pesa. Árbitro que vai apitar jogo com esta pressão pensa que pode errar contra o Corinthians, mas nunca a favor. Ele acredita que se por acaso favorecer o Corinthians vão dizer que está fazendo algo para o time ser campeão. E esta conduta claramente norteou o árbitro no Barradão".

Gobbi ressaltou que não gosta de falar de arbitragem, mas disse que tudo tem um limite. "Se o negócio é montar um picadeiro, eu sei ser palhaço. Tem uma hora que você tem que dizer algo, não pode ficar quieto", declarou. "A verdade é que se faz um carnaval quando o Corinthians é beneficiado, e quando é prejudicado não parece nada demais. E nós temos que pagar este mico preto aqui", protestou.

O técnico Tite concordou com o dirigente e falou que, "em condições normais", não seria marcada a penalidade máxima a favor da equipe baiana. "Só que a partir de agora não quero falar mais nada, minha contribuição para evitar esta grande pressão sobre a arbitragem é não comentar mais o assunto".

Chances de título. Com o empate em Salvador, o Corinthians ficou mais longe de conquistar o Brasileirão. Agora, terá que bater Vasco (casa) e Goiás (fora) e torcer por pelo menos um empate do Fluminense nas duas rodadas finais do campeonato.

Mesmo assim, Gobbi acredita no título. "Temos que ganhar os dois próximos jogos, é a nossa obrigação. E torcer para um tropeço do Fluminense, que pode acontecer. Mas, se não der, futebol é assim, no campeonato é sempre só um que ganha".

Mais confiante, Tite acha que os rivais na luta pelo troféu nacional deixarão escapar pontos nestas próximas rodadas. "Acredito sim, não acredito em campeão com duas vitórias".

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