Goiás bate Juventude por 2 a 0 em Caxias

Com um futebol eficiente, o Goiás justificou a fama de time que mais cresce no returno do Brasileirão ao vencer o Juventude por 2 a 0, no Estádio Alfredo Jaconi, completando o quarto triunfo consecutivo e o 14º sem derrota. Com o resultado, a equipe somou 37 pontos e ocupa posição intermediária na classificação geral. Já o Juventude voltou a repetir os problemas de jogos anteriores, com mal-aproveitamento das chances no ataque e problemas defensivos, e permaneceu com na zona de rebaixamento com 29 pontos.Para este jogo, o técnico do Juventude, Raul Plassmann, promoveu duas mudanças em setores fundamentais. No gol, Márcio Angonese entrou no lugar de Maurício, e na frente Leonardo Manzi ocupou a vaga de Geufer. A justificativa era buscar um melhor aproveitamento. Mas deu tudo errado.Os problemas começaram no gol. No primeiro ataque do Goiás, houve uma falta do lado esquerdo. Gil Baiano cobrou fraco, mas Angonese não conseguiu agarrar a bola, que sobrou justamente no pé do artilheiro Dimba. Ele chutou forte, sem chance para Angonese, fazendo 1 a 0, seu 21º gol no Brasileiro.Até o final do primeiro tempo, o Juventude teve o domínio territorial da partida e criou algumas chances. Mas, ou as conclusões foram desviadas ou o goleiro Rodrigo Calaça defendeu. O Goiás, bem posicionado na defesa, saiu poucas vezes para a frente.Na etapa final, o Juventude manteve o ritmo, com mais jogadores de frente. Já Cuca, técnico do Goiás, que perdeu Dimba aos 25 minutos da etapa inicial, com uma lesão no ombro, tratou de reforçar o meio-campo.Com espaço, Grafite passou a levar perigo nas jogadas em velocidade. Numa delas, aos 30 minutos, a bola passou na frente do gol do Juventude. Dois minutos depois, Grafite entrou pela esquerda e tocou para Wando, livre, empurrar para a meta, fazendo 2 a 0.Na nova saída, Manzi teve mais um lance que refletiu a má sorte do Juventude. Ele chutou da entrada da área, a bola tocou em Rodrigo Calaça e foi no poste direito, passou para o outro lado, quase em cima da linha, e saiu a escanteio. Não era dia do Juventude, que volta a encarar de frente o fantasma do rebaixamento. O Goiás, no entanto, evoluiu a cada jogo.

Agencia Estado,

31 de agosto de 2003 | 18h36

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